quinta-feira, 19 de agosto de 2010

3º - Tri-2010 - Jovens e Adulto - 8ª Lição

Lição 08


João Batista – O Último Profeta do Antigo Testamento

Leitura Bíblica em Classe Mateus 11.7-15

Comentário sobre texto bíblico


O que Cristo disse acerca de João não somente foi para elogiá-lo, senão para proveito do povo. Os que ouvem a palavra serão chamados a dar conta de seu proveito. Pensamos que se termina o cuidado quando se termina o sermão? Não, então começa o maior dos cuidados.

João era um homem abnegado, morto para todas as pompas do mundo e os prazeres dos sentidos. Convém que a gente, em todas suas aparências, seja coerente com seu caráter e situação.

João era homem grande e bom, porém não perfeito; portanto, não alcançou a estatura dos santos glorificados. O menor no céu sabe mais, ama mais, e realiza mais louvando a Deus e recebe mais dEle que o maior deste mundo. Mas por Reino dos Céus, aqui deve entender-se melhor o reino da graça, a dispensação do evangelho em seu poder e pureza. Quanta razão temos para estarmos agradecidos que nossa sorte corra nos dias do Reino dos Céus, sob tais vantagens de luz e de amor! Existem multidões que foram trazidas pelo ministério de João e chegaram a ser discípulos dele. E houve os que lutaram por um lugar neste reino, que ninguém pensaria que tinham direito nem título por isso, e pareceram serem intrusos. Nos mostra quanto fervor e zelo se requer de todos. É necessário negar o eu; é mister mudar a inclinação, a disposição e o temperamento da mente. Os que tenham um interesse na salvação grandiosa, o terão a qualquer custo, e não pensarão que é difícil nem a deixarão ir sem uma bênção. As coisas de Deus são de preocupação grande e comum. Deus não requer mais de nós que o uso justo das faculdades que nos deu. A gente é ignorante porque não quer aprender.


Texto extraído da obra: Comentário Bíblico de Matthew Henry - Novo Testamento


JOÃO BATISTA E A COMUNIDADE DOS ESSÊNIOS


Há ainda hoje quem procure associar João Batista à comunidade dos essênios que viviam em Qumran, no deserto da Judéia nas proximidades do Mar Morto. Josefo descreve o modus vivendi dessa antiga seita judaica em Antiguidades Judaicas, Livro 18, capítulo 1; Guerras Judaicas, Livro 2, capítulo 12 . A descoberta de sua biblioteca a partir de 1949 confirma os relatos do historiador judeu e trouxe à tona muitos detalhes até então desconhecidos. Desde então, não falta especulação sobre a possibilidade de João Batista e até o próprio Jesus terem sido essênios. Os documentos encontrados na região são abundantes, mas nenhuma prova conclusiva ainda foi apresentada. Parece, pois, temerário tentar associar o filho de Zacarias a eles.

Os defensores de um João Batista essênio argumentam que a comunidade era governada por uma hierarquia sacerdotal e João veio de família de sacerdotes. Tanto o filho de Zacarias como o grupo de Qumran compartilhava da visão escatológica, viviam no deserto e praticavam o banho ritual.

A teologia escatológica vem desde Ezequiel e Daniel. A literatura apocalíptica posterior trata basicamente do fim do mundo e do juízo final. Por que João teria que se abeberar em fontes essênias? Josefo e os documentos de Qumran afirmam que os essênios eram contra o ritual do templo de Jerusalém, por essa razão foram viver como eremitas no deserto, afastando-se da sociedade. Além disso, mulheres não eram aceitas na comunidade, mas adotavam crianças. Esses dados por si só mostram que os pais de João Batista não podiam ser essênio, pois Zacarias ministrava o sacerdócio na Casa de Deus, quando o anjo anunciou o nascimento de seu filho e era casado. E João? O texto sagrado afirma: “E o menino crescia, e se robustecia em espírito, e esteve nos desertos até o dia em que havia de mostrar-se a Israel” (Lc 1.80). Alguns interpretam que, como seus pais já eram idosos, logo teriam morrido e seu filho teria sido adotado por alguma seita do deserto. É evidente que se trata de interpretação hipotética, pois o deserto, na Bíblia, é sempre apresentado como local de contemplação e inspiração profética, quem não se lembra das experiências de Moisés e Elias? (Ex 3.1; At 7.30; 1Rs 19. 4-7). E João é o último da linhagem dos profetas: “Porque todos os profetas e a lei profetizaram até João” (Mt 11.13).

Os banhos rituais eram parte da vida dos essênios, ainda hoje podem ser vistas essas banheiras de pedras em Uiad Qumran. Porém, o batismo que João introduziu é outra coisa, muito diferente da prática dessa comunidade do deserto. Segundo Josefo, essa prática visava à purificação do corpo e, sobretudo, era praticado diariamente.

A verdade é que ele realizava batismo ao longo do Jordão, não ficava fixo em um só lugar: “E percorreu toda a terra ao redor do Jordão, pregando o batismo de arrependimento, para o perdão dos pecados” (Lc 3.3). A Palavra de Deus afirma que:”João batizava também em Enom, junto a Salim, porque havia ali muitas águas; e vinham ali e eram batizados” (Jo 3.23). Essa região é no norte de Israel, em Bete Shean. Ele realizou também batismo do outro lado do Jordão, onde hoje é a Jordânia: “Essas coisas aconteceram em Betânia, do lado do Jordão, onde João estava batizando” (Jo 1.28). Este é o local do batismo de Jesus.

A mensagem de João não era pensamento humano, nem da escola de Shamai, nem de Hillel, e muito menos dos essênios. É até possível haver alguns pontos de intercessão se forem comparadas todas as idéias religiosas vigentes na época. No entanto, afirmar que o Batista foi essênio ou que recebeu influência deles com base nos argumentos acima apresentados é exagero, é forçar demais a interpretação dos fatos.

Texto extraído da obra: O Ministério Profético na Bíblia. Rio de Janeiro, CPAD.




3º - Tri-2010 - Juvenis - 8ª Lição

Lição 08

O Pecado e Suas Consequencias

Texto Bíblico: Gênesis 3.6,7,16-19

AS CONSEQUENCIAS DO PECADO

O estudo das conseqüências do pecado deve considerar a culpa e o castigo. Há vários tipos de culpa (heb. ’asham, Gn 26.10; gr. Enochos, Tg 2.10). A culpa individual ou pessoal pode ser distinguida da comunitária, que pesa sobre as sociedades. A culpa objetiva refere-se à transgressão real, quer posta em prática pelo culpado, quer não. A culpa subjetiva refere-se à sensação de culpa numa pessoa, que pode ser sincera e levar ao arrependimento (Sl 51; At 2.40-47; cf. Jô 16. 7-11). Pode, também, ser insincera (com a aparência externa de sinceridade), mas ou desconhece a realidade do pecado (e só corresponde quando apanhada em flagrante e exposta à vergonha e castigada, etc.) ou evidencia uma mera mudança temporária e externa, sem uma reorientação real, duradoura e interna (por exemplo, Faraó). A culpa subjetiva pode ser puramente psicológica na sua origem e provocar muitas aflições sem, porém, fundamentar-se em qualquer pecado real (1 Jo 3.19,20).

A penalidade, ou castigo, é o resultado justo do pecado, infligido por uma autoridade aos pecadores e fundamentado na culpa destes. O castigo natural refere-se ao mal natural (indiretamente da parte de Deus) incorrido por atos pecaminosos (como a doença venérea provocada pelos pecados sexuais e a deterioração física e mental provocada pelo abuso de substâncias). O castigo positivo é infligido sobrenaturalmente e diretamente por Deus. O pecador é fulminado, etc.



Texto extraído da obra: Teologia Sistemática, Uma Perspectiva Pentecostal. Rio de Janeiro, CPAD.