sábado, 13 de novembro de 2010

4º Tri - 2010 - Lição - 07 Jovens e Adultos

A ORAÇÃO DA IGREJA
E O TRABALHO DO ESPÍRITO SANTO

“E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações” (At 2.42).

Desde a Ascensão de Cristo, 30 d.C.

até à Pregação de Estêvão, 35 d.C.

A igreja cristã em todas as épocas, quer na passada, presente ou futura, é formada por todos aqueles que crêem em Jesus de Nazaré, o Filho de Deus. No ato de crer está implícita a aceitação de Cristo por seu Salva­dor pessoal, para obedecer-lhe como a Cristo, o Prín­cipe do reino de Deus sobre a terra.

A igreja de Cristo iniciou sua história com um movi­mento de caráter mundial, no Dia de Pentecoste, no fim da primavera do ano 30, cinquenta dias após a ressur­reição do Senhor Jesus, e dez dias depois de sua ascen­são ao céu.

Durante o tempo em que Jesus exerceu seu ministé­rio, os discípulos criam que Jesus era o almejado Mes­sias de Israel, o Cristo. Ora, Messias e Cristo são pala­vras idênticas. Messias é palavra hebraica e Cristo é palavra grega. Ambas significam "O Ungido", o "Prín­cipe do Reino Celestial". Apesar de Jesus haver aceito esse título de seus seguidores mais chegados, proibiu-lhes, contudo, proclamarem essa verdade entre o povo, antes que ele ressuscitasse de entre os mortos, e nos quarenta dias que precederam sua ascensão, isto é, até quando lhes ordenou pregassem o Evangelho. Mas de­viam esperar o batismo do Espírito Santo, para então serem testemunhas em todo o mundo.

Na manhã do Dia de Pentecoste, enquanto os segui­dores de Jesus, cento e vinte ao todo, estavam reuni­dos, orando, o Espírito Santo veio sobre eles de forma maravilhosa. Tão real foi aquela manifestação, que foram vistas descer do alto, como que línguas de fogo, as quais pousaram sobre a cabeça de cada um. O efeito desse acontecimento foi tríplice: a) Iluminou as mentes dos discípulos, dando-lhes um novo conceito do reino de Deus. b) Compreenderam que esse reino não era um império político mas um reino espiritual, na pessoa de Jesus ressuscitado, que governava de modo invisível a todos aqueles que o aceitavam pela fé. c) Aquela mani­festação revigorou a todos, repartindo com eles o fervor do Espírito, e o poder de expressão que fazia de cada testemunho um motivo de convicção naqueles que os ouviam.

O Espírito Santo, desde então, ficou morando per­manentemente na igreja, não em sua organização ou mecanismo, mas como possessão individual e pessoal do verdadeiro cristão. Desde o derramamento do Espírito Santo, naquele dia, a comunidade daqueles primeiros anos foi chamada com muita propriedade, "Igreja Pentecostal". 1

Através da oração Deus opera poderosamente. A oração era o elemento principal na vida do Senhor Jesus, dos apóstolos e da Igreja Primitiva onde a luta diária era constante, porém, na mesma proporção era o desejo dessa igreja em ver o seu Senhor anunciado a todos.

Os primórdios das Assembléias de Deus no Brasil, que sempre foi conhecida como uma igreja de oração demonstra o legado dessa prática. Os testemunhos em relação à realidade piedosa naquele período, onde a mensagem pentecostal começava a ser propagada, são infindáveis. Hoje se pode dizer, que direta ou indiretamente, a população evangélica no Brasil é majoritariamente pentecostal. Esse fato é possível porque no Brasil diferentes grupos oriundos de igrejas tradicionais perseveravam, em oração, e criam na promessa pentecostal bíblica.

A expansão do Evangelho está diretamente interligada à vida de oração da Igreja do Primeiro Século. A ordem expressa aos discípulos para “que não se ausentassem de Jerusalém, mas que esperassem a promessa do pai”, resultou num estado de espera cuja característica principal foi o cultivo da oração (At 1.13,14,24,25): “perseveravam unanimemente em oração e súplicas”.

No dia de Pentecoste é possível ver o resultado dessa perseverança. Todos estavam reunidos unânimes em vários cultos semanais buscando a Deus e aguardando a promessa. “E, de repente, veio do céu um som, como de um vento veemente e impetuoso, e encheu toda a casa em que estavam assentados” (At 2.2), enchendo as pessoas que adoravam o Eterno na casa em que estavam.

O poder vivificante de Deus espalhou-se pela terra a exemplo da criação, quando o Santo Espírito do Senhor pairava sobre as águas (Gn 1.2). A promessa chegara a partir de pessoas simples que buscavam a Deus em oração crendo na promessa do Cristo. 2

1 Lyman, Jesse Hurlbut - História da Igreja Cristã

2 PEARMAN, Myer. Atos: E a Igreja se Fez Missões. Rio de Janeiro: CPAD, 1995, p. 20.

4º Tri - 2010 - Lição - 07 Juvenis

A MÍDIA E A MODA


Um dos fatores que mais influenciam a nossa juventude hoje se chama moda, tudo ditado por aqueles que se diz ligados ou até mesmos antenados com o mundo da moda. A mídia tem nos mostrado em diversos momentos que precisamos viver atualizados no que se diz “o mundo da moda”.

O padrão estabelecido hoje por este mundo contemporâneo permeia de longe os princípios bíblicos, não querendo ser antiquado, mais sim conservador da palavra de Deus, devemos procurar fazer tudo àquilo que não fere os princípios dados por Deus a nossa humanidade.

A moda no mundo contemporâneo está inserida nos costumes de uma sociedade. Esta estabelece a plataforma cultural para a ascensão de uma nova tendência no mercado produtivo da moda. Os pensadores Terrence R. Lindvall e J. Matthew Melton lhe ajudarão com o conceito de cultura:

“Cultura”, derivado do latim cultura, refere-se aos costumes e produtos sociais inventados pelos seres humanos, refletindo suas crenças e valores. Segundo é interpretada nos dias de hoje, a cultura é caracterizada pelas artes, hábitos e comportamentos de um grupo social. [1]

É de acordo com os princípios morais da sociedade, propagados pela mídia, que toda produção cultural (moda, hábitos, artes, comportamentos, etc...) dará origem as novas tendências do mercado da moda. Se a cultura sem Deus é a que prevalece, logo, as tendências da moda refletirão um comportamento sem Deus.

É nesse contexto que o jovem cristão deve ter fundamentos bem sólidos para viver uma contracultura. Pois a tradição que reconhece a soberania de Deus produzirá tendências de moda que glorifiquem a Deus. Não é a mídia que norteia a moda do cristão, mas são os princípios eternos de Deus.


[1] PALMER, Michael D. et al. Panorama do Pensamento Cristão. 1. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2008, p. 393.