sábado, 25 de setembro de 2010

3º - Tri-2010 – Jovens e Adultos - 13ª Lição


Lição 13

A Missão Profética da Igreja

Leitura Bíblica: Atos 8.4-8, 12-17

A igreja profética procura alcançar a medida do varão perfeito

"E ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas, e outros para pastores e mestres, com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do corpo de Cristo, até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo, para que não mais sejamos como meninos, agitados de um lado para outro e levados ao redor por todo vento de doutrina... Mas, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo " (Ef 4:11-15) (Ver também l Pe 2:1-5; 2 Pe 1:1-12)



A igreja profética cresce na área de relacionamentos

A igreja profética tem de imprimir o amor em todas as áreas da sua atuação. O amor de Deus tem que ser derramado abundantemente. A maior prova da natureza de Jesus reproduzida na igreja é viver o seu amor. "Que vos ameis uns aos outros'' é o mandamento do Senhor. (João 13:34, 1 João 3:16) Como os que a constituem são membros do corpo de Cristo, ela cresce na área de relacionamentos.

Os membros são o reflexo de Cristo no exortar, no amar, no suportar, no perdoar e em orar uns pelos outros. Um espírito de independência é um elemento estranho dentro do seu contexto. (Há muitos que andam não apenas independentemente, mas fazem do corpo um meio para tirar vantagens e para se realizarem.)
A igreja profética possui uma liderança humilde

Jesus veio servir com o espírito do Rei Servo. Ele disse que veio para servir. Jesus foi o exemplo do rei servo e ensinou através da sua vida e do seu exemplo.

No dia-a-dia, o mestre ia ensinado os discípulos a ser como ele. Num momento em que dois dos discípulos, num arroubo de busca de poder e autoridade, usando a mãe deles, pediu a Jesus para sentarem-se no reino vindouro, um à sua direita e o outro à sua esquerda, Jesus respondeu:

"Sabeis que os que são considerados governadores dos povos têm-nos sob seu domínio, e sobre eles os seus maiorais exercem autoridade. Mas entre vós não é assim; pelo contrário, quem quiser tornar-se grande entre vós, será esse o que vos sirva; e quem quiser ser o primeiro entre vós será servo de todos. Pois o próprio filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos." (Mc 10:42-45)

Chegamos ao final de mais um trimestre. Nesse período, é importante fazer uma auto-avaliação dos métodos adotados, da receptividade dos alunos, do ambiente, em sala de aula, cuja lição é ministrada, etc.

Você tem a compreensão da dimensão de seu ministério? Por isso, aproveite esse período para a realização dessa autoanálise.

A lição de hoje tem o objetivo, ímpar, de elaborar a reflexão da missão profética da Igreja. Considerando o contexto vivencial da igreja em Jerusalém e a conscientização do significativo papel que o seu aluno tem na missão profética da Igreja, é importante você reunir materiais que elucidam o contexto histórico e cultural do primeiro século, nos primórdios, da Igreja Primitiva.

#   A IGREJA EM JERUSALÉM E SUA DIMENSÃO PROFÉTICA

Considerando o contexto de Atos 2.42-47, é possível descrever a sua vida comunitária, considerando, os seguintes fatores:

· A Igreja Primitiva vivia em comunidade. Isso quer dizer que os membros da comunidade de Jerusalém viviam juntos, moravam próximos e trabalhavam em regiões próximas. Por estarem localizados numa região pouco desenvolvida, o número de habitantes era baixo e a convivência destes era natural (At 1.12-14);

· A Igreja Primitiva perseverava na doutrina, na comunhão, no partir do pão e nas orações. A vida comunitária da igreja, exigia uma prática vivencial de Amor. Sobretudo, essa prática se confirmaria na unidade estabelecida nesse grupo reunido em Jerusalém. Por isso, a igreja fazia a manutenção dos ensinos de Jesus, através dos apóstolos. Esta perseverança doutrinária, de acordo com a relação vertical e horizontal (Amar a Deus e Amar o próximo) do relacionamento humano, iniciava na comunidade: a voluntariedade em comer o pão em comunhão (Ágape, a festa do amor) e a execução da ceia do Senhor. Nesse ambiente de ensino e comunhão, as almas se prostravam em oração antes, e depois, do revestimento de poder. Essa prostração denota a urgência, e a necessidade, do aprofundamento de a intimidade com Deus, a fim de refleti-la no contexto comunitário (At 2.42);

· Os membros da Igreja Primitiva vendiam o que tinham para suprir os necessitados. Essa era a forma de assistir o necessitado que estava inserido à nova comunidade. Por voluntariedade, vendiam suas propriedades e depositavam aos pés dos apóstolos, e estes, repartiam com os que tinham necessidades (At 2.45). Alguns (estudiosos ou não), para justificar a indisposição da partilha hoje, afirmam que os cristãos primitivos só faziam a partilha de seus bens, porque criam que Jesus voltaria a qualquer momento (não haveria nada mais egoísta e individualista do que esta intenção). E como consequencia desta “loucura”, os cristãos primitivos ficaram pobres (desconsiderando, totalmente, a perseguição histórica antes, e durante, os anos 70 d.C. que solapou os judeus e cristãos). Absolutamente não! Os cristãos primitivos sabiam muito bem a dimensão prática da doutrina dos apóstolos (os mandamentos de Jesus) e sua voluntariedade, em partilhar os seus bens, era o reflexo da ação espiritual que tomara conta da comunidade. Os bens eram recolhidos, não para o enriquecimento dos apóstolos, mas tão somente, para suprir a necessidade do próximo desprovido.

O contexto social da Igreja Primitiva denota a relevância dessa comunidade para a sociedade que a cercava. O temor ao Senhor, perseverança unânime de todos, o partir do pão em sua refeição, alegre e singela, denotava a dimensão da manutenção doutrinária e comunitária da igreja.

A proclamação salvífica e cristocêntrica da Igreja exige o arrependimento de todos os homens. Porém, o modelo dessa contrição era proposto na vivência prática desta comunidade do primeiro século.

Em Atos 2.46,47 é descrito a consequência natural da verdadeira Proclamação de Cristo, onde o proclamar é acompanhado do fazer:

E, perseverando unânimes todos os no templo e partindo o pão em casa, comiam juntos com alegria e singeleza de coração, louvando a Deus e caindo na graça do todo o povo. E todos os dias acrescentava o Senhor à igreja aqueles que se haviam de salvar.

O resultado de salvação era inquestionável. A consequencia de “todos os dias acrescentava o Senhor à igreja aqueles que se haviam de salvar”, estava claramente ligada à vida comunitária daquela igreja. Quando, esta, se levantava para Proclamar salvação, estava investida de legitimidade para propor àquela sociedade as “Boas Novas” de salvação.

Cada ação, feita pela igreja primitiva, denunciava profeticamente a incoerência que reinara sobre aquela sociedade. Se ela demonstrava comunhão, denunciava a separação; se demonstrava amor, denunciava o ódio; se demonstrava voluntariedade, denunciava o interesse mesquinho (vide Ananias e Safira cf. At 5.1-11); se supria a necessidade do necessitado, denunciava a omissão daqueles que tinham obrigação de fazê-lo.

A partir da comunidade primitiva, em Jerusalém, aprendemos que a Igreja de Cristo tem uma dimensão profética. Esta não tem a função de amalgamar-se com o poder temporal. Mas, tem a função de exercer um papel neutro em relação a este “poder”: elogiando-o quando é justo, mas denunciando quando ele exerce a injustiça.

A verdadeira Proclamação salvífica de Cristo tem sua dimensão celestial, quando diz que o homem tem que se arrepender para o perdão e remoção dos pecados, mas também tem sua dimensão terrena, quando diz que a este homem imerso no pecado, Cristo dá a verdadeira dignidade: “Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente, sereis livres” (Jo 8.36). Em 1 Coríntios 11.23ss, temos a prova de que a Igreja pode perder a dimensão profética! Boa Aula!



#   GUNDRY, Robert H. Panorama do Novo Testamento. 1. ed. São Paulo: Edições Vida Nova, 1978.

STAGG, Frank. O Livro de Atos. 2. ed. Rio de Janeiro: JUERP, 1982.

Comentário Pentecostal do Novo Testamento. 2. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2004.

3º - Tri-2010 - Juvenis - 13ª Lição



Lição 13
Vivendo em santificação

Texto Bíblico: 2 Coríntios 6.16-18; 7.1

É NECESSÁRIO ARREPENDIMENTO

A necessidade de arrependimento não é apenas para os novos convertidos. A necessidade de arrependimento de lágrimas e de acerto de vida diante do Senhor não termina quando a pessoa se converte. Arrependimento é uma atitude que deve ser constante, deve ser algo pleno em sua vida, dia após dia. O local de arrependimento é dentro de casa. É você voltar para sua esposa e dizer: “Perdoe-me” e vice-versa. É você, como pai, como mãe, pedir perdão aos filhos, e os filhos pedirem perdão aos pais.
Arrependimento é mudança de comportamento. Se você está assistindo a filmes pornográficos, se existem fitas revistas pornográficas dentro da sua casa e seus filhos sabem, eles não acreditam na sua fé. Você precisa experimentar algo chamado arrependimento.
Filhos que crescem presenciando desavenças, brigas e confusões entre os pais não vão aceitar a disciplina deles. Eles vão é criar revolta no coração dos filhos, porque estes não vêem no dia-a-dia de seus pais o testemunho da fé que deveriam ter. Arrependimento é mudança, é exatamente uma volta para o Senhor.
Deus é onisciente, sabe de todas as coisas. Deus sabe das coisas das quais você precisa se arrepender, das coisas que você precisa tirar da sua casa, tirar da sua vida. Em diversas situações, o Espírito Santo lhe fala que você precisa se arrepender, Você até reconhece, mas não toma decisão. Deus vê todas as coisas, Ele vê o pecado que torna a sua casa seca, estéril.

#       IDEIAS ERRÔNEAS ACERCA DA SANTIFICAÇÃO

Muitos cristãos descobrem o fato de que seu maior impedimento em chegar à santidade é a “carne”, a qual frustra sua marcha para perfeição. Como se conseguirá libertação da carne? Três opiniões erradas têm sido expostas:

A) “A Erradicação” de pecado inato é uma dessas ideias. Assim escreve Lewis Sperry Chafer: “Se a erradicação da natureza pecaminosa se consumasse, não haveria a morte física, pois essa é o resultado dessa natureza (Rm 5.12-21)”. Pois que houvessem experimentado essa “extirpação”, necessariamente gerariam filhos sem a natureza pecaminosa. Mas, mesmo que fosse realidade essa “extirpação”, ainda haveria o conflito com o mundo, a carne (aparte da natureza pecaminosa) e o Diabo; pois a “extirpação” desses males é obviamente antibíblica e não está incluída na própria teoria.

B) O Legalismo, a observância de regras e regulamentos. Paulo ensina que a lei não pode santificar (Romanos cap. 6), assim como também não pode justificar (Romanos 3). Essa verdade é exposta, e desenvolvida, na carta aos Gálatas. Paulo não está de nenhuma maneira depreciando a lei. Ele está defendendo-a contra conceitos errôneos quanto a seu propósito. Se um homem será salvo do pecado terá que ser por um poder a parte de si mesmo. Vamos empregar a ilustração de um termômetro. O tubo e o fluído vermelho representam o indivíduo. O registro dos graus representará a lei. Imaginem o termômetro dizendo: “Hoje não estou exatamente à marca; devo chegar a 30 graus”. Será que o termômetro poderia elevar-se à temperatura exigida? Não, deveria depender duma condição fora de si mesmo. Da mesma maneira o homem que percebe que não está á altura do ideal divino não pode elevar-se em um esforço de alcançá-lo. Sobre ele deve operar uma força a parte dele mesmo; e essa força é o poder do Espírito Santo.

C) Ascetismo representa a tentativa de subjugar a carne e alcançar a santidade por meio de privações e sofrimentos – o método que seguem os católicos romanos e os hindus ascéticos. Esse método parece estar baseado na antiga crença pagã de que toda matéria, incluindo o corpo, é má. O corpo, por conseguinte, é uma trava ao espírito, e quanto mais for castigado e subjugado, mais depressa se libertará o espírito. Isso é contrário às Escrituras, que ensinam que Deus criou tudo muito bom. É a alma e não o corpo que peca; portanto, são os impulsos pecaminosos aos que devem ser subjugados, e não a carne material. Ascetismo é uma tentativa de matar o “eu”, mas o “eu” não pode vencer o “eu”. Essa é a obra do Espírito.


#   TEXTO EXTRAÍDO DA OBRA: Conhecendo as Doutrinas da Bíblia. São Paulo, Editora Vida.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

3º - Tri-2010 - Jovens e Adulto - 12ª Lição


Lição 12 - O Tríplice Propósito da Profecia

Leitura Bíblica:1 Coríntios 12.4-10; 14.1-5

Variedade de línguas (diferentes tipos de línguas) é visto aqui como um ministério definido estabelecido por Deus na igreja. Ser cheio do Espírito e falar em línguas conforme a expressão vocal dada pelo Espírito não é o ministério de línguas. Em 1 Coríntios 12.28 e 30, a Palavra de Deus se refere a ministrar aos outros através de línguas e interpretação, como um dom de ministério.
Por exemplo, uma pessoa não ocupará o ofício de um após­tolo para abençoar a si mesma. Ocupar o ofício de um apóstolo, obedecer ao chamado de Deus para aquele ofício e ser equipado pelo Espírito para permanecer naquele ofício lhe dará condições para ministrar aos outros. Do mesmo modo, o ministério de profeta não é para uso ou ganho pessoal. O profeta é equipado pelo Espírito de Deus para que possa ministrar aos outros.
O mesmo é válido para o ministério de ensino. Alguém não recebe o dom de ensino para ensinar a si mesmo. Mesmo desfrutando dele, o mesmo é dado para ensinar aos outros, para ministrar aos outros. Variedade de línguas está na mesma lista de apóstolos, profetas, mestres. Não é algo para benefício pessoal na vida devocional. É algo para ser ministrado em assembléia públi­ca para o benefício dos outros. Este ministério não é para os leigos. É para aqueles chamados para o ministério quíntuplo.
Ser cheio do Espírito com o falar em línguas é para uso e edificação pessoais — e não para os outros.
1.  Trata-se primariamente de um dom devocional.
2.  Paulo disse à igreja de Corinto: Dou graças ao meu Deus porque falo em outras línguas mais do que todos vós (1 Co 14.18), mostrando que era primariamente um dom devocio­nal em sua vida de oração, louvor e adoração a Deus. Todas as línguas em essência são as mesmas, mas o seu uso, propósito e finalidade são diferentes. Somente poucas pessoas entre aquelas que são cheias do Espí­rito e falam em outras línguas serão usadas no ministério público de línguas. É por isso que Paulo pergunta: ... Falam todos em outras línguas? (v.30). Obviamente a resposta é não.
Alguns tiram o versículo 30 do contexto e dizem: "Falar em línguas não é para todos." Eles tentam fazer o ministério de línguas igual ao dom de línguas que cada crente cheio do Espírito tem operando em sua própria vida de oração parti­cular. E não é o caso.
Pelo contexto, fica claro que Paulo se refere ao ministério de línguas ou diversidade de línguas.

Indo um passo além, o que Paulo está falando aqui nessa lista de dons do ministério juntamente com o apóstolo, o profeta, e o mestre, é a respeito de algo totalmente distinto daquilo que os leigos chamam de "falar em línguas". Pois aqui trata-se de um ministério. Aplica-se àqueles que foram chamados para minis­trar desse modo, e se aproxima mais intimamente do ofício de profeta.

Texto extraído da obra: Os dons do ministério - Kenneth E. Hagin




 

DONS ESPIRITUAIS: INSTRUÇÃO, EDIFICAÇÃO E CONSOLAÇÃO
  É importante você considerar o contexto histórico e religioso da cidade de Corinto. A religião na Grécia antiga era bastante diversificada. Qualquer articulação de linguagem, como impostação de voz, apontando para um suposto “êxtase” era tida como manifestação sobrenatural dos deuses. Sobre este contexto religioso o teólogo americano, Lawrence O. Richards, escreve:
 
 No mundo antigo, palavras articuladas em êxtase eram vistas como sinal de possessão pelos deuses. A epilepsia era uma “doença divina” e o resmungar de sacerdotisas drogadas, em determinados oráculos, como o de Delfos, era considerado transmissão de mensagens dos deuses. Paulo se refere a isso ao observar que, quanto aos pagãos e ignorantes, “deixáveis conduzir-vos aos ídolos, mudos, segundo éreis guiados”.
O problema era que essa atitude em relação ao dom persistiu nos convertidos ao cristianismo. Em decorrência, dons espirituais como os de língua eram considerados por muitos em Corinto como evidência do contato íntimo com Deus. Os portadores desse dom eram mais espirituais. Até mesmo quando seus dons contradiziam as verdades fundamentais do cristianismo, alguns estavam suficientemente espantados para acreditarem neles. É contra esse contexto cultural que Paulo desenvolveu ensinamentos sobre a verdadeira espiritualidade, dons espirituais e o exercício adequado dos dons de línguas.[1] 

O texto de 1 Coríntios 12.1-3 denota uma escandalosa influência das religiões pagãs na liturgia de culto da igreja grega. O livre exercício dos dons espirituais em detrimento do “Fundamento dos apóstolos”[2] deixava claro que aquela igreja estava fadada a cair em um exibicionismo egoísta, ilógico e tolo.  
Pode uma igreja cristã desenvolver práticas por influências de outras manifestações religiosas? Quando uma comunidade perde o foco do “Fundamento”, da “Comunhão”, da “Oração” e do “Serviço”, tudo contribui, como consequencia natural, Para o distanciamento dos princípios mais básicos e simples do evangelho.
Não há coincidência em o capítulo 13 de 1 Coríntios está inserido entre os capítulos 12 e 14 da mesma epístola. O apóstolo Paulo tem o objetivo de alertar a igreja de Corinto para o fato de a prática espiritual, desprovida do verdadeiro amor, ser caracterizada de pagã e egoísta. O uso dos dons espirituais, com os destaques das línguas e profecias, não tem outro objetivo que a Edificação, Exortação e Consolação do outro. Aquele irmão e/ou irmã, que em sua coletividade formam o “corpo místico de Cristo”, é a razão e o fim para qualquer manifestação do dom espiritual (Ef 4.11-14 cf. 1 Co 14.3).  
O corpo é uma das figuras mais importantes na conceituação de Igreja. “... A necessidade de aproximação, relacionamentos interpessoais e fraternais são condições necessárias para o funcionamento dos dons espirituais”[3]. Como o corpo precisa do pleno funcionamento dos órgãos para a vitalidade de sua vida, a igreja precisa daquelas caracteríscas, descritas acima, no exercício de seus dons espirituais, para de fato, ser o “Corpo de Cristo”.
O uso das Línguas (com intérprete) e da Profecia participa de um contexto onde a instrução, o encorajamento e a consolação, são os objetivos centrais na construção de uma vida cristã sadia.


Texto extraído da obra: RICHARDS, Lawrence O. Guia do Leitor da Bíblia: Uma análise de Gênesis a Apocalipse Capítulo por Capítulo. 1. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2005, p. 768.

3º - Tri-2010 - Juvenis - 12ª Lição

Lição 12
O Fim Vem

Texto bíblico: 1 Tessalonicensses 5.2-6; Mateus 24.21,22

As Profecias Sobre o Fim
Jesus falou estas palavras aos seus discípulos, após sair pela última vez do templo dos judeus em Jerusalém, na terça ou quarta feira antes da sua morte e ressurreição. Nessas palavras proféticas Ele fala sobre vários acontecimentos, sendo que algumas profecias já se cumpriram, outras estão se cumprindo e outras ainda vão se cumprir. Mateus 24:1-3 1 Jesus saiu do templo e, enquanto caminhava, seus discípulos aproximaram-se dele para lhe mostrar as construções do templo. 2 “Vocês estão vendo tudo isto?”, perguntou ele. “Eu lhes garanto que não ficará aqui pedra sobre pedra;serão todas derrubadas”. 3 tendo Jesus se assentado no Monte das Oliveiras, os discípulos dirigiram-se a ele em particular, e disseram: “Dize-nos, quando acontecerão estas coisas? E qual será o sinal da tua vinda e do fim dos tempos?” Respondendo a um comentário entusiasmado (Mc13:1) dos discípulos acerca do esplendor do templo de Jerusalém, Jesus disse que no futuro ele seria totalmente destruído. Os discípulos associaram este fato com o final dos tempos e mais tarde, quando estavam a sós no monte das oliveiras, fizeram a seguinte pergunta: “Quando acontecerão estas coisas? E qual será o sinal da tua vinda e do fim dos tempos?” (a palavra que aparece no original é tempos e não mundo). Embora algumas traduções da bíblia juntem essas duas perguntas em uma só, encontramos aqui dois verbos que definem duas sentenças:

#Quando acontecerão estas coisas?
#Qual será o sinal da tua vinda e do fim dos tempos?
 
A expressão “estas coisa” refere-se ao que Jesus tinha dito anteriormente, ou seja, a destruição do templo de Jerusalém. As profecias que vem a seguir são a resposta de Jesus a essa dupla pergunta: “Quando acontecerá a destruição do templo de Jerusalém? e Que sinal haverá da tua vinda e do fim dos tempos ?”. Precisamos estudar este texto com atenção, pois em determinado momento ocorre uma profecia de dupla referência, ou seja, que tem um cumprimento parcial em um futuro próximo, mas seu cumprimento integral está em um futuro mais distante. (este tipo de profecia ocorre várias vezes nas Escrituras, conforme podemos notar no caso das setenta semanas de Daniel).


Texto extraído da obra: O Final dos Tempos - Ricardo Meneghelli


A segunda besta, o falso profeta, opera muitos sinais e milagres (“sinais” no versículo 13 é a tradução da mesma palavra grega (semeia) usada no Evangelho de João para descrever os milagres de Jesus). Na presença dos povos, o falso profeta faz até com que fogo, aparentemente vindo do céu, caia na terra. Trata-se de uma imitação clara do milagre realizado por Elias ao desafiar os israelitas a decidirem entre o Senhor e Baal. Apesar dos sacerdotes de Baal não puderem realizar o prodígio (1 Rs 18.22-34), o Falso Profeta, através do poder de Satanás, o fará. Todos ficarão impressionados. Até mesmo nessa era tão científica, há pessoas ingênuas dispostas a seguir os falsos profetas; são enganadas pelos milagres que não têm por objetivo glorificar a Deus. Os pretensos milagres do Falso Profeta têm por objetivo enganar a humanidade (1 Ts 2.9-12). Mas Israel é advertido em Deuteronômio 13.1-3 a precaver-se contra os falsos profetas que, apesar dos sinais e milagres que operam, leva o povo a desvirar-se da Palavra de Deus. Os tais devem ser considerados impostores. Pois os verdadeiros profetas falam por Deus, e encorajam a servi-lo e a adorar CRISTO.

Texto extraído da obra: A Vitória Final: Uma investigação exegética do Apocalipse. 1. ed., Rio de Janeiro: CAPAD, P. 1995.

sábado, 11 de setembro de 2010

3º - Tri-2010 - Jovens e Adulto - 11ª Lição

LIÇÃO 11
O Dom Ministerial de Profeta e o Dom de Profecia

Leitura Bíblica em Classe
Efésios 4.11-14; 1 Coríntios 14.3

A lição desta semana tratará sobre um tema que versa a respeito da distinção entre dois importantes instrumentos de Deus para a “edificação” e a “unidade da fé” da Igreja de Cristo: o Dom de Profecia e o Dom Ministerial de Profeta.
 
DIVERSIDADE E EQUILÍBRIO

 Um dos aspectos mais fascinantes relativos aos dons do minis­tério é sua diversidade.
1.  Apóstolos: O ofício de apóstolo parece englobar quase todo tipo de ministério.
2.  Profetas: O ministério do profeta é inspiracional. Ele fala por inspiração e revelação direta de Deus.
3.  Evangelistas: O evangelista tem um comissionamento direto do Senhor para PREGAR a Palavra para a salvação das almas.
4.  Pastores: São aqueles que pastoreiam as ovelhas de Deus.
5.  Mestres: Aqueles que ocupam o ofício de mestre, ensinam a Palavra, não por habilidade natural, mas pela capacitação (habilidade) divina do Espírito Santo.

Esses dons do ministério foram dados à igreja para que houves­se um equilíbrio na mesma.
1.  Observe o quão esplendidamente os dons do ministério eram balanceados no grande centro missionário da igreja de Antioquia(At 13.1).
2.   A questão do equilíbrio dos dons ministeriais no Corpo de Cristo é de vital importância para ser eficaz.
3.  Só um ofício de dom ministerial não pode esperar ser capaz de ministrar eficientemente a todas as necessidades de todo o Corpo de Cristo.
4.  No lado oposto, estão aqueles que pensam que um ministro não tem um ministério válido, a menos que ministre na maior parte pelas manifestações dos dons do Espírito, em vez de j ensinar ou pregar a Palavra.

Devemos estimar todos os dons do ministério que Jesus colocou na igreja, e perceber que cada um deles é essencial para o amadurecimento completo da igreja.
1.  Não é raro ouvirmos os mestres depreciarem os evangelistas, chamando-os de superficiais e sensacionalistas.
2.  Os evangelistas, às vezes, estigmatizam os mestres, chaman­do-os de secos e prolixos.
3.  Os evangelistas e os mestres freqüentemente unem-se para chamarem os profetas de fanáticos e extremistas.
4.  Todas essas atitudes são erradas.
5.  Pode haver extremos em toda a utilização dos dons ministe­riais. Ainda assim não devemos reprimir o dom de Deus, pois podemos sufocar o Espírito de Deus.

O plano de Deus é que cada ministério que Ele colocou na igreja corrija e complemente os outros, fazendo com que haja o equilíbrio necessário.
1.  O profeta é para inspirar o mestre.
2.  O mestre é para equilibrar o profeta.
3.  O evangelista é para nos lembrar continuamente acerca do mundo perdido e morto espiritualmente e de sua necessidade do Evangelho.
4.  O pastor é para nos mostrar que as vidas ainda precisam de muito cuidado depois de serem salvas.
5.  O apóstolo é para inspirar e abrir espaços para novas con­quistas para Cristo e para a igreja.

O propósito dos dons do ministério é a unidade, e não a divisão.
Em Efésios 4.13 lemos: "até que todos cheguemos à unidade", e não, "até que todos sejamos divididos em facções estilhaça­das".

Uma pessoa pode operar em mais de um ofício; nós os separa­mos para melhor defini-los.

Texto extraído da obra: Os dons do ministério - Kenneth E. Hagin.



O que é Dom?

Para iniciar o desdobramento da distinção entre Dom de Profecia e Ministério de Profeta, precisamos conceituar biblicamente o termo Dom. A palavra, de acordo com a raiz hebraica nathan e a grega dosis (derivado do verbo didomi), estabelece um significado de dar (ou dotes) no contexto veterotestamentário; e um sentido ativo de “dar” ou um sentido passivo de “dádiva” num contexto neotestamentário; respectivamente (2 Cr 9.15; Jo 3.16).
Particularizando a análise do termo “Dom” na categoria dos “Dons Espirituais”, é factível que três palavras gregas apareçam em 1 Co 12 – 14: “ta pneumatika” (12.1); “ta pneumata” (14.12); “ta charismata” (12.4,9,28,30,31). Esses termos significam, respectivamente, “dons, poderes e manifestações espirituais”; “manifestações do Espírito”; “dons da graça ou dons carismáticos (carismas)”.

Dom de Profecia
O Dom de Profecia, analisado a partir das conceituações citadas acima e de acordo com 1 Co 12.4-27, é um dom ou manifestação espiritual (carismática) que dá a capacidade transcedental ao crente para desempenhar uma função útil no “Corpo de Cristo”. Esse dom não pode ser confundido com os dons ministeriais (conforme os de Efésios 4.11) e, muito menos, com as posições espirituais da igreja primitiva (como Presbíteros [ou Bispos, Pastores] e Diáconos), porém, ambos [os dons] servem para edificar a Igreja e denotar o seu caráter de Unidade, diversidade, distribuitivo, ordeiro, motivador, permanente e valoroso no exercício do uso adequado dos Dons.

Dom Ministerial de Profeta

Em primeiro lugar é importante estabelecer que o Dom Ministerial de Profeta em Efésios 4.11 está enquadrado na categoria do ministério de ensinamento. Espera-se que os Apóstolos, os Profetas, os Evangelistas, os Pastores e Doutores, exerçam suas funções com o objetivo de construir alicerces estruturados para que “cheguemos à unidade da fé e ao conhecimento do Filho de Deus”. As expressões “unidade da fé” e “conhecimento do Filho de Deus” deixam patente a função essencial dos cincos ministérios descritos em Efésios: o crescimento, através de o ensinamento sadio e estrutural, do Corpo de Cristo.
A manifestação singular de cada ministério revela a autenticidade dos instrumentos autênticos, e diversos, que Cristo concedeu, segundo, a sua Graça e Soberania ministrada à Igreja.
 O teólogo norteamericano e especializado em o Novo Testamento, Dr. Darrell L. Bock, analisando a Teologia das epístolas do apóstolo Paulo escritas na prisão, descreve precisamente o processo evolutivo do ministério de ensino na Igreja Primitiva:

   A diversidade de funções de ensino (apóstolo, profeta, evangelistas, pastores e doutores) existe para preparar os santos para o ministério. O ensino de Paulo de [Efésios] 4.11-16 é fundamental para sua filosofia da forma como o ministério da igreja deve ser e de como deve crescer. O ensino prepara todos os santos para ministrar. Depois, os santos preparados exercem seus dons em trabalhos de ministério que produzem o crescimento da igreja. O objetivo é atingir a unidade da fé“.

Considerada as questões acima, podemos estabelecer que a função do profeta na Igreja Antiga era:
  • Proclamar e interpretar, irresistivelmente cheio do Espírito Santo, a Palavra de Deus, sendo ele [o profeta] divinamente vocacionado para, através de sua mensagem, admoestar, exortar, animar, consolar e edificar (At 2.14-36; 3.12-26; 1 Co 12.10; 14.3);
  • Exercer o dom de profecia, esporadicamente considerado vidente por predizer o futuro (1 Cr 29.29 cf. At 11.28; 21.10,11);
  • Proclamar a justiça, o juízo vidouro, desmascarar o Pecado;

No contexto hodierno onde a corrupção, iniqüidade, a apostasia e mornidão prevalecem, em vários setores eclesiásticos, o profeta pode esperar ser rejeitado por muitos nas igrejas. O teólogo Donald Stamps, sobre a relevância do ministério do profeta hoje, afirma:

Os profetas continuam sendo imprescindíveis ao propósito de Deus para a igreja. A igreja que rejeitar os profetas de Deus caminhará para a decadência, desviando-se para o mundanismo e o liberalismo quanto aos ensinos da Bíblia (1 Co 14.3 cf. Mt 23.31-38).  Se ao profeta não for permitido trazer a mensagem de repreensão e de advertência denunciando o pecado e a injustiça, então a igreja já não será o lugar onde se possa ouvir a voz do Espírito. A política eclesiástica e a direção humana tomarão o lugar do Espírito (2 Tm 3.1-9; 4.3-5; 2Pe 2.1-3, 12-22).

Quem tem ouvidos para ouvir, ouça! 

Texto extraído da obra: A Doutrina do Espírito Santo no AT e no NT, Stanley Horton, CPAD.

3º - Tri-2010 - Juvenis - 11ª Lição


Lição 11 - As Últimas Coisas

Texto Bíblico: Pv 15.20,21; Mt 12.33-37.

Disciplina: Importância e Conceito

Deve-se considerar a importância da disciplina na criação e formação do caráter dos filhos: “Não retires a disciplina da criança”; “Castiga o teu filho, e te fará descansar e dará delícias à tua alma” (Pv 23.13; 29.17). Salomão também escreve: “Visto como não se executa logo o juízo sobre a má obra, por isso o coração dos filhos está inteiramente disposto a praticar o mal” (Ec 8.11).
Atualmente há fortes tendências em desprezar ou mesmo condenar a disciplina dos filhos como coisa imprópria ou inconveniente. Uns tendem a admitir que os pais disciplinem por falta de amor. Talvez até seja verdade devido aos constantes desequilíbrios emocionais, o ódio, por exemplo, mas não é regra. A disciplina é Bíblica.

O que é disciplina

Disciplina significa instrução, direção, governo, imposição de autoridades e métodos correcionais. Como se vê, significa muito mais do que mero castigo. Paulo, um homem sábio, ao empregar a palavra disciplina como obrigação dos pais no governo da casa e na criação dos filhos, certamente tinha em vista esse conceito, pois recomenda: “Criai-os na doutrina e adomoestação do Senhor” (Ef 6.4).
A ausência da disciplina, em qualquer dos seus aspectos, pode resultar no desgoverno moral e espiritual dos filhos.

TEXTO EXTRAÍDO DA OBRA: ...E fez Deus a Família: O Padrão Divino Para um Lar Feliz. Rio de Janeiro: CPAD.    

Jesus expõe em suas palavras proféticas um quadro magnífico que se estende por vários séculos. Hoje muitas destas profecias já encontraram seu cumprimento literal na história,  nos dando segurança de que as outras que ainda não aconteceram, encontrarão com toda certeza seu cumprimento no momento adequado. Isso nos ensina a aguardar com fé e expectativa a sua segunda vinda, prosseguindo firmes com a proclamação do evangelho do reino, mesmo que sejamos perseguidos e atribulados.
Ele disse que sua vinda seria visível e repentina, como um relâmpago, antes da Tribulação.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

3º - Tri-2010 - Jovens e Adulto - 10ª Lição

Lição 10

O Ministério Profético em o Novo Testamento

Leitura Bíblica em Classe 1 Coríntios 2.9-13
A Profecia no Novo Testamento


A profecia no Novo Testamento tem um caráter diferente. Não há apenas um ou dois profetas para uma nação, mas o dom de profecia, o ministério profético e a palavra do Senhor estão difusos e distribuídos por todo o corpo de Cristo. Creio que há pessoas com dons proféticos localizadas na maioria das cidades da terra, onde a igreja está estabelecida. Podem ser imaturas, mas provavelmente estão presentes.

Na Nova Aliança, geralmente não vemos profetas sozinhos no deserto. O ministério profético é uma parte vital do corpo de Cristo como um todo. Os profetas desempenham seu papel ao se envolver com a igreja local, e não por se isolarem. A igreja se torna evangelística por meio de seus evangelistas, compassiva por meio de seus pastores, serva por meio de seus diáconos e profética por meio de seus profetas. Os profetas servem dentro do contexto da igreja para ajudá-la a cumprir sua missão. São uma das juntas que auxiliam a igreja (Ef 4.16), capacitando-a para ser a voz profética na terra. Mas o fato de ter evangelistas, pastores e diáconos, chamados e ordenados em suas funções, não implica que cada crente individual não possa compartilhar o evangelho, cuidar de outros e servir a igreja e o mundo. Da mesma maneira, a palavra profética pode ser proclamada por cada cristão, não apenas por aqueles separados por Deus para serem profetas.

No Novo Testamento, o ministério profético é direcionado menos a líderes nacionais e mais para a igreja. No Antigo Testamento, os profetas freqüentemente, embora nem sempre, traziam julgamento. A profecia hoje é primordialmente para a edificação, exortação e conforto (1 Co 14.3). Embora a profecia neotestamentária venha, muitas vezes, por meio de sonhos, visões e a voz audível de Deus, grande parte da revelação profética pode ser muito mais sutil. A forma mais comum é pelas impressões do Espírito Santo – a voz tranqüila e suave, podemos dizer – em contraste com a voz audível e inconfundível de Deus.

A profecia do Novo Testamento é diferente porque agora temos uma Nova Aliança, em que o Espírito Santo habita em cada crente, e na qual Deus planejou que a plena expressão de seus propósitos fosse revelada por meio da igreja local. Embora o ofício de profeta no Antigo Testamento fosse mais elevado em muitos sentidos, o dom neotestamentário de profecia é um dom melhor, baseado numa aliança melhor, porque todos têm o potencial de profetizar (1 Co 14.3). O profeta solitário é um fenômeno mais raro, porque o Espírito Santo envolve toda a igreja no processo de dar e receber a palavra profética.

Esta é outra grande diferença entre os profetas do Antigo e do Novo Testamentos. Os profetas do Antigo Testamento recebiam revelação direta e inconfundível e, por isso, tinham 100% de acertos. Não havia necessidade de que outros julgassem a palavra que recebiam. A única maneira de falharem era quando mudavam descaradamente o que Deus lhes havia dito ou quando deliberadamente inventavam uma profecia falsa. Conseqüentemente, a sentença divina sobre falsos profetas no Antigo Testamento era apedrejamento até a morte.

Texto extraído da obra: Descobrindo o dom profético - Mike Bickle



A PROFECIA EM JESUS CRISTO

O termo “profeta” deriva-se do termo grego prophetes, “alguém que anuncia”. O Antigo Testamento, mais frequentemente traduz o termo hebraico naui’, que vem de uma antiga palavra que significa “aquele que fala”. Tornou-se um termo técnico que indica alguém que fala por Deus (ou por um deus ou deusa: o falso deus Baal tinha seus profetas, bem como sua consorte, Aserá, 1 Rs 18.19). Envolve noções de proclamação, pregação e informação. O trecho de Isaías 42.1-7 fala de Cristo como o Servo ungido que iluminaria as nações, ao passo que Isaías 11.2 e 61.1 falam do Espírito do Senhor, que sobre Ele repousaria. O Novo Testamento retrata Jesus como um “pregador” e “mestre” (no grego, didaskalos, termo usualmente traduzido por “mestre”, no sentido de mestre-escola), bem como “aquEle que cura” (Mt 9.35). Ele anunciou a salvação aos pobres (Lc 4.18,19). Nos tempos bíblicos, o termo “profeta” não incluía necessariamente a capacidade de olhar para o futuro. Os profetas eram apenas aqueles que falavam por Deus, e se houvesse predição do futuro, seria Deus, e não o profeta, que via o futuro e o revelava. O profeta era apenas boca usada por Deus. Os profetas também eram chamados videntes, porque Deus lhes permitia enxergar a mensagem, algumas vezes em suas mentes, outras, em sonhos e visões.

Jesus, entretanto, cumpriu o ministério de profeta no sentido mais elevado. Ele disse: “... a palavra que ouviste não é minha, mas do Pai que me enviou” (Jo 14.24). Particularmente no ano do encerramento de seu ministério público, Jesus muito ensinou a seus discípulos sobre os eventos que ainda aconteceriam. Capítulos inteiros de discurso nos evangelhos - Mateus 24, por exemplo -, são compostos por profecias futuristas [grifo nosso]. É claro que Jesus cumpriu o ofício de profeta. Nos primeiros dias de seu ministério, chegou proclamando o que os profetas do Antigo Testamento haviam previsto que se cumpriria nEle (Lc 4.16-21). O Reino já estava próximo, na sua pessoa e ministério (Mt 4.17). Sua mensagem profética vinculava-se a uma chamada ao arrependimento, e, tal como se dava no Antigo Testamento, essa convocação fluía de um coração repleto de amor pelas pessoas e desejo de ver as bênçãos celestiais sobre elas.



Texto extraído da obra: Doutrinas Bíblicas, Os Fundamentos da Nossa Fé. Rio de Janeiro, CPAD.

3º - Tri-2010 - Juvenis - 10ª Lição

Lição 10

A Igreja de Cristo

Texto Bíblico: Mateus 16.18; 1 Pedro 2.4-10

A palavra “igreja” traduz o vocábulo grego ekklesia, que se deriva de ek, “para fora”, e de kaleo, “chamar”. Entretanto, na Bíblia, é usada para indicar qualquer assembleia. O uso, e não a derivação, lhe determina o sentido. O uso bíblico mostra que se havia perdido o sentido de “chamados”. “Assembleia” é a melhor tradução. Ekklesia era comumente usada no Oriente Próximo e Médio antigos para descrever uma assembleia de cidadãos - uma reunião oficial ou um ajuntamento precipitado, como o de uma turba (At 19.32,39,41). Na versão grega da Septuaginta (Antigo Testamento), a palavra grega foi usada para indicar a assembleia ou congregação de Israel, particularmente quando o povo estava reunido perante o Senhor, nas ocasiões religiosas (por exemplo, Dt 9.10; 18.16; 23.1,3). Nos tempos do Novo Testamento, entretanto, os judeus preferiam o termo “sinagoga” para designar tanto o edifício quanto a congregação que nele se reunia. Por conseguinte, para distinguirem-se dos judeus e se declararem o verdadeiro povo de Deus, tanto Jesus quanto os primitivos cristãos usavam o termo ekklesia.

A Igreja é, portanto, a família espiritual de Deus, uma comunidade criada pelo Espírito Santo, baseada na obra expiatória de Cristo.

Texto extraído da obra: Doutrinas Bíblicas, Os Fundamentos da Fé. Rio de Janairo, CPAD.


A MAIS PODEROSA FORCA SOBRE A FACE DA TERRA


Aqui vamos ver a Igreja, não a igreja como ela é freqüentemente conhecida, mas como originalmente foi e pode ser — sim, tem que ser — novamente. A palavra "igreja" traz à tona imagens muito diferentes. Para alguns, a igreja não é nada mais que um esnobe clube de campo religioso, com rituais tradicionais tão sagrados como os de uma tradicional caça à raposa. Para outros, a igreja é um grupo de ação política, um bloco de pressão de fazedores do bem, batalhando contra os males da sociedade. Alguns vêem a igreja como uma espécie de sala de espera, não-segregada racialmente, destinada a pessoas que estão esperando o próximo ônibus para o céu. Alguns a vêem como um tipo de sobremesa especial para regime, para aqueles que desejam algo de bonitinho, que não prejudique a sua imagem junto ao público. Outros pensam dela como se fosse uma reunião comum de fanáticos religiosos, gozando seu transe de fim-de-semana. Para muitos a igreja é uma espécie de tábua de salvação no jogo da vida ou uma democracia religiosa, que quer legislar sobre moral para o resto do mundo.

Sejamos bem honestos em admitir que a igreja tem sido todas estas coisas, em muitos lugares e ocasiões. Tem justificado amplamente todas as amargas acusações contra ela levantadas. Apesar de suas numerosas fraquezas e de seus trágicos pecados, a igreja tem sido através de todos os séculos, desde c seu início, a mais poderosa força em prol do bem sobre a face da terra. Tem sido uma luz no meio da escuridão tão densa, que pode ser sentida. Ela tem sido sal dentro da sociedade, retardando o alastramento da corrupção moral e dando tempero e sabor à vida humana.

Como pode ser isto? Como é que a mesma instituição pode ser, a uma só vez, uma fonte de mágoas, desilusão e desespero para muitos, e uma fonte de alegria, vida e conforto sem fim para tantos outros? A resposta que a Bíblia nos dá é que aquilo que chamamos de igreja, na realidade, são duas igrejas. Ambas são religiosas, mas uma é egoísta, ávida de poder, cruel e diabólica. A outra é forte e divina, que ama e perdoa. Uma fomentou o ódio e levou a sociedade a conflitos sangrentos contínuos, tudo em nome de Deus e da religião. A outra tem curado males humanos, quebrado barreiras raciais e de classes e livrado homens e mulheres, em todos os lugares, do medo, da culpa, da vergonha e da ignorância. A última é a igreja verdadeira, iniciada por Jesus Cristo; é ela que manifesta um cristianismo autêntico. A outra é uma igreja falsa, uma organização satânica, um simulacro de cristianismo.

Foi o próprio Jesus que predisse esse estado de coisas. Em Mateus 13, numa série impressionante de parábolas em que descreveu as condições que prevaleceriam no período entre sua primeira e segunda vindas (a época em que vivemos), ele conta uma, que é freqüentemente chamada de parábola do trigo e do joio. Ali ele diz que, sendo o Filho do Homem, semearia trigo (cristãos verdadeiros, que chamou de filhos do reino) no campo do mundo. Mas enquanto os homens não se dessem conta, o diabo viria, a semear o joio (falsos cristãos, chamados de filhos do maligno) no meio do trigo. Ambos cresceriam juntos, sem que se os pudesse distinguir, de início. Mas logo os homens notariam a incongruência do joio com o trigo e viriam a perguntar se não deveriam arrancar o joio. Sua resposta foi clara e simplesmente: Não! Se se tentasse isso, explicou ele, o trigo seria destruído junto com o joio. "Deixai-os crescer juntos até a colheita" (Mateus 13:30).

Texto extraído da obra: Igreja - Corpo vivo de Cristo - Ray C. Stedman.