sábado, 31 de julho de 2010

3º - Tri-2010 - Jovens e Adulto - 5ª Lição 01/08

 
A Autenticidade da Profecia




Leitura Bíblica em Classe: Isaías 53.2-9

A autenticidade das profecias veterotestamentárias é inquestionável, principalmente, quando analisada de acordo com os acontecimentos dos históricos mundiais. A autoridade e a capacitação divinas confirmam a exatidão das profecias expressas sobre dois assuntos completamente desconhecidos pelos profetas em sua época: a transição dos impérios e o reinado de Cristo. Quem poderia desvendar a história mundial que culminaria na implantação do grande reino literal, o milênio? A história contada a partir do sonho do rei Nabucodonosor, da Babilônia, e interpretada divinamente pelo profeta Daniel, remonta um evento profético nunca visto antes: Deus de antemão revela seu plano para o mundo em detalhes.

O Sonho Profético do rei Nabucodonosor

O rei Nabucodonosor sonhou com uma estátua de ouro, prata, bronze e ferro/barro sendo atingida por uma pedra. Seus membros representavam os quatro grandes impérios mundiais e seus poderes futuros no mundo. A cabeça de ouro era a Babilônia, o peito e os braços de prata representavam os Medos e os Persas, os quadris de bronze representavam a Grécia, e as pernas e os pés de barro/ferro simbolizavam o Império Romano.

A pedra representa o Messias de Israel que feri os pés de barro/ferro da estátua esmiuçando-a completamente. Deus estabelece seu futuro reino que jamais terá fim. Esse reino se refere ao futuro reino messiânico de Cristo Jesus (Dn 2.44; Is 60.12; Zc 14.16-19).

O desdobramento dessa profecia deixa clara a absoluta soberania de Deus sobre os assuntos da humanidade. Independentemente das condições políticas, econômicas, sociais e religiosas; Deus conhece o passado, estabelece o presente e revela o futuro. Por isso na condução da história da humanidade, os impérios se formaram sempre a partir da ação de Deus como justiça em sua Terra.

Resumo Histórico dos Impérios

O império babilônico foi anunciado por Deus quando chegara a Israel para dominá-lo (605 – 539 a.C.). Babilônia teve sua grande ascensão, mas de imediato começou a desintegrar-se cedendo lugar, no cenário mundial, ao reino medo-persa (539 a.C.).

O rei medo-persa, Ciro, foi chamado por Deus de servo “o pastor que cumprirá tudo o que me apraz” (Is 44.28). Ainda que inferior ao reino babilônico, o império dos medos foi por muito tempo majoritário no cenário mundial. Porém, como os babilônicos, foi posteriormente dominado e preterido pelo Império Grego fundado por Alexandre Magno (330 a.C.).

O jovem imperador foi conquistando terras e desbravando territórios até que repentinamente a morte o subjugou. Com a morte de Alexandre o império grego foi dividido dando lugar ao longo domínio do famoso Império Romano (67 a.C). Roma dominou o mundo numa amplitude que nenhum outro império dantes fizera. Mas após sua divisão (impérios ocidental e oriental) depois do reino de Teodósio (395 d.C.), o império romano finalmente sofreu a queda (império ocidental - 476). Esse pequeno resumo histórico mostra a precisão cirúrgica da profecia que o sonho interpretado pelo profeta Daniel descreveu a respeito dos rumos do mundo.

Apesar de esses impérios terem caídos, suas influências são experimentadas até hoje. A astrologia babilônica, a ética medo-persa, a arte e filosofia grega e a ideia de que se pode conquistar a paz através do poderio militar , remontam os intensos desejos que a humanidade tem em usufruir da verdadeira paz. Porém, a filosofia de vida e os valores desse mundo darão lugar, ao estabelecimento integral do reino de Cristo Jesus. Ele encherá a terra inteira e estenderá o seu governo aos novos céus e a nova terra (Ap. 21.1). Diferentemente dos reinos anteriores, o de Cristo não será transitório, imperfeito e inacabado; mas a eternidade, a perfeição e estabelecimento final serão a ratificação do plano salvífico orquestrado por Deus antes da fundação do mundo (Hb 9.26).

Referência Bibliográfica

SOARES, Ezequias. O Ministério profético na Bíblia. Rio de Janeiro, CPAD, 2010.

ZUCK, Roy B. Teologia do Antigo Testamento. Rio de Janeiro, CPAD, 2009.

LAHAYE, Tim; HINDSON, Ed. Enciclopédia Popular de Profecia Bíblica. Rio de Janeiro, CPAD, 2008.

3º - Tri-2010 - Juvenis - 5ª Lição 01/08


Os Dons do Espírito Santo

Texto Bíblico: 1 Coríntios 12.4-11

DEFINIÇÕES GERAIS

Em seu sentido geral o termo “dom” tem mais de um emprego. Há os dons naturais, também vindos de Deus na criação, na natureza: a água, a luz, o ar, o fogo, a vida, a saúde, a flora, a fauna, os alimentos, etc. Há também os dons humanos, por Deus concedidos na esfera do ser humano: os talentos, os dotes, as aptidões, as prendas, as virtudes, as qualidades, as vocações inatas, etc.

O dom espiritual é uma dotação ou concessão especial e sobrenatural pelo Espírito Santo, de capacidade divina sobre o crente, para serviço especial na execução dos propósitos divinos para e através da Igreja. “São como que faculdades da Pessoa divina operando no ser humano” (Horton). Dons espirituais como aqui estudados não são simplesmente dons humanos aprimorados e abençoados por Deus.

As principais passagens sobre os dons espirituais são sete: 1 Co 12.1-11, 28-31; 13; 14; Rm 12.6-8; Ef 4.7-16; Hb 2.4; 1 Pe 4.10,11. Além destas referências, há muitos outros textos isolados através da Bíblia sobre o assunto.



TERMOS DESIGNADORES

Dons espirituais. Ou pneumatika (1 Co 12.1). Os críticos e opositores dos dons alegam que, no original, aqui, não consta a palavra “dom”. Não consta neste versículo, mas consta a seguir, em 1 Coríntios 12 e nos capítulos seguintes. O referido termo refere-se às manifestações sobrenaturais da parte do Espírito Santo através dos dons (cf. 1 Co 12.7; 14.1).


Dons da graça. Ou charismata (1 Co 12.4; Rm 12.6). Falam da graça subsequente de Deus em todos os tempos e aspectos da salvação.

Ministério. Ou diakonai (1 Co 12.5). Isso fala de serviço, trabalho e ministério prático. São ministrações sobrenaturais do Espírito através dos membros da igreja como um corpo (1 Co 12.12-27).

Operações. Ou energemata (1 Co 12.6). Isto é, os dons são operações diretas do poder de Deus para realização de seus propósitos e para abençoar o povo (cf. vv. 9,10).

Manifestação. Ou phanerosis (1 Co 12.7). Os dons são sobrenaturais da parte de Deus; mas, conforme o sentido do termo original, aqui, eles operam igualmente na esfera do natural, do tangível, do sensível, do visível.

Texto Extraído da obra: Verdades Pentecostais: Como obter e manter um genuíno avivamento pentecostal nos dias de hoje. CPAD, pp. 68,9.

Em três passagens o Novo Testamento faz uma lista dos "dons do Espírito": Rom. 12:6-8; 1 Cor. 12:8-10 e Efés. 4:11

(Há outra lista em 1 Pedro 4:10,11, mas parece que está repetindo o que já consta das outras listas).

A Bíblia ensina que cada pessoa redimida recebeu pelo menos um dom do Espírito Santo: "Ora, os dons são diversos . . . mas a manifestação do Espírito é concedida a cada um, visando a um fim proveitoso" (1 Cor. 12:4,7). Nós somos responsáveis diante de Deus pela maneira com que usarmos nossos dons.

O apóstolo Paulo compara a Igreja aos nossos corpos físicos, onde cada membro tem uma função especial, mas todos trabalham juntos. Ele diz: "O corpo não é um só membro, mas muitos. Se disser o pé: Porque não sou mão, não sou do corpo; nem por isso deixa de Ser do corpo. . . . Mas Deus dispôs os membros, colocando cada um deles no corpo, corno lhe aprouve". Paulo continua: "Há muitos membros, mas um só corpo. Não podem os olhos dizer à mão: Não precisamos de ti; nem ainda a cabeça, aos pés: Não preciso de vós" (1 Cor. 12:14-21). Paulo ainda acrescenta que até os membros do corpo que parecem ser os mais fracos ou os menos úteis são necessários para que o corpo seja perfeito. São essenciais ao funcionamento apropriado do corpo.

Assim como o corpo humano o corpo de Cristo é um organismo completo feito por Deus. Cada membro do corpo é único. Não existe nenhum outro "você" ou "eu". Em certo sentido o seu dom e o meu são únicos. Deus dá dons semelhantes a pessoas diferentes, mas há algo de especial nisto que nos faz diferentes de qualquer pessoa que já viveu na Terra. Se qualquer de nós estiver faltando, o corpo está incompleto.

Como Reconhecer Seu Dom



Muitas vezes perguntam-me: "Como possa saber qual o meu dom?" ou "Como posso usar meu dom da melhor maneira?" Eu faço as seguintes sugestões:

Em primeiro lugar, tenha certeza de que Deus lhe deu pelo menos um dom espiritual, e quer que você saiba qual é e o use para Sua glória. Paulo escreveu assim ao jovem Timóteo: "Reaviva o dom de Deus que há em ti" (2 Tim. 1:6). Da mesma maneira como o primeiro passo para sermos cheios é reconhecermos que Deus já nos deu o Espírito, para descobrirmos nossos dons espirituais temos de compreender que Deus já os deu.

Em segundo lugar, eu acho que devemos nos pôr a orar com discernimento e objetivo. Orar que Deus nos leve a vermos os nossos dons. Também temos de ter certeza se realmente queremos usar os dons espirituais de uma maneira que honre a Deus. Se Deus, por exemplo, lhe mostrar que você tem o dom de ensinar outros, você estaria disposto a colocar Seu dom em prática em uma classe de escola dominical? Se descobrimos que relutamos em saber quais são os dons que Deus nos deu porque tememos que Ele nos chame para usá-los, temos de enfrentar isto e confessar a Deus.

Junto com estas duas coisas há uma terceira, que é uma compreensão inteligente do que a Bíblia diz sobre dons espirituais. Estou orando para que este livro seja guia de confiança. Mas não há substituto para o estudo direto do que a Bíblia ensina sobre os dons do Espírito.

Em quarto lugar, para descobrir seus dons espirituais você precisa conhecer a você mesmo e suas capacidades. Pode haver certas experiências em seu passado que lhe indicarão uma ou outra direção. Podemos notar que gostamos de fazer certas coisas, e que as fazemos bem. Quase não há maneiras de sabermos mais rápido: temos de descobrir de que maneiras os nossos dons se manifestam. Geralmente ajuda nós tentarmos diversas situações – por exemplo, tarefas diferentes na igreja. Outras pessoas podem nos ajudar. Nós, por exemplo, podemos não estar notando a capacidade que temos de ouvir e aconselhar pessoas. Mas com o passar do tempo veremos que cada vez mais pessoas vêm conversar conosco sobre seus problemas; também outros cristãos nos dirão que temos certos dons nesta área.

O processo de descobrir os dons espirituais pode ser longo, e mais dons podem se manifestar com o passar dos anos, quando somos confrontados com novas oportunidade e desafios. Mas isto não nos deve desencorajar. Deus quer nos usar, e enquanto não descobrirmos os nossos dons e os colocarmos à Sua disposição não poderemos ser usados por Ele de maneira total. Eu acho que alguém que é cheio do Espírito – submetendo-se constantemente ao senhorio de Cristo – descobrirá seus dons com mais rapidez. Quererá que Deus guie Sua vida, e é este tipo de pessoa que Deus abençoa com mais prontidão, mostrando-lhe os dons com que o Espírito Santo o proveu.

Aceite com humildade e gratidão a dom que Deus parece lhe ter dado e use-o o mais possível. Devemos nos aceitar como somos e usar os dons que temos. Pode ser que nosso dom nos leve a servir em uma posição de destaque, com suas dificuldades e perigos. Mas também pode ser que devamos servir em uma posição mais humilde.

Texto Extraído da obra: O ESPÍRITO SANTO - Billy Graham - Ativando o Poder de Deus em Sua Vida.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

3º - Tri-2010 - Jovens e Adulto - 2ª Lição 10/07

Lição 02

                                                      A Natureza da Atividade Profética

Leitura Bíblica em Classe
Jeremias 1.4-6, 9-14

A palavra-chave da lição desse domingo é Comunicação. O termo significa “processo de emissão, transmissão e recepção de mensagens por meio de métodos ou sistemas convencionais”.

A comunicação é o recurso que Deus utiliza para se revelar ao seu povo. Nesse sentido, a profecia do Antigo Testamento foi comunicada mediante algumas formas de transmissão: diálogos; visão ou sonho; declaração oral e direta; figuras e símbolos; oráculos por ação (é a ação ou ato de um profeta que transmite uma mensagem profética. Ex.: Oseias casa-se com a prostituta representando o estado caótico de Israel, mas também o amor imortal de Deus por seu povo).

A função primária da profecia é prenunciar a Palavra de Deus. O ministério profético, em Israel, surge diante da necessidade de comunicação e acatamento dos desígnios de Deus estabelecidos para o seu povo. Os profetas que exercem tal função são porta-vozes de Deus para transmitir seus desígnios.

Para que aja transmissão de mensagem tem que haver um receptor. Este deverá receber a mensagem com clareza e compreensão. Por isso a diversidade que Deus usa em formas de transmissão de sua mensagem (conforme visto acima) é riquíssima em linguagem. O exegeta Walter C. Kaiser Jr, sobre essa diversidade, diz:

Constantemente, eles [os profetas] advertiam o povo de Deus sobre o juízo que pairava sobre eles, se
deixassem de se arrepender e de se desviar do mau caminho que decidiram seguir. Por isso os profetas
usaram todos os mecanismos literários que puderam imaginar para captar a atenção e a boa vontade de seu público.

A profecia veterotestamentária tinha o papel de advertir a nação, combater a idolatria, falar a favor dos pobres e oprimidos (viúvas, órfãos, etc.). Enfim, profetizar, majoritariamente, era ir à contramão do poder opressor estabelecido em Israel. Isso provava que Deus não consentia o que os homens, em sua soberba, pensavam ser benção oriunda dEle. Enquanto que para o povo os representantes do poder, em suas mordomias e luxuosidade , eram exemplos de “aprovação de Deus”; Deus demonstrava por meio dos seus profetas que as almas dos tais já estavam compromissadas com a imundície. Os profetas mostravam que o que para os homens era “benção”, para Deus não passava de abominação.

Para transmitir essas verdades, o Eterno conduzia os profetas pelos principais meios de comunicação profética: Proclamação Direta (Nm 12.8; Jo 3.4); Linguagem Figurada (Is 40.3-5; Lc 3.1-18); Apresentação Dramática (Jr 27.2; Ez 5.1-12).

KAISER JR, Walter C. Pregando e Ensinando a partir do Antigo Testamento. Rio de Janeiro, CPAD, 2009.
DICIONÁRIO WYCLIFFE. Rio de Janeiro, CPAD, 2006.

Os Profetas

Durante o período dos reis, vários homens foram levantados por Deus para chamar o povo de volta para Ele. Estes homens eram os profetas, pessoas a quem o Senhor revelava a sua vontade e a sua palavra para que ela fosse comunicada ao povo.

A missão dos profetas era:

• Falar contra a idolatria

• Advertir que a nação seria destruída

• Advertir que seriam espalhados por toda a terra

• Profetizar e anunciar a vinda do messias

São eles:

• Samuel

• Davi*

• Natã

• Zadoque

• Gade

• Aías

• Azarias

• Hanani

• Jeú

• Elias

• Elizeu

• Micaías

• Ageu

• Jonas

• Isaías

• Oséias

• Amós

• Miquéias

• Obede

• Naum

• Joel

• Sofonias

• Jedutum

• Habacuque

• Obadias

• Ezequiel

• Zacarias

• Malaquias
(E ainda poderíamos incluir Moisés)

Eles foram homens usados por Deus para exortar e advertir o povo, desde o primeiro rei, 1000AC até 400AC, quando cessaram as profecias.



3º - Tri-2010 - Juvenis - 2ª Lição 10/07

Lição 02
                                                                       Eu & a Igreja


Texto Bíblico: 1 Coríntios 12.12-27

Nesta semana pesquise a respeito de músicas que fazem sucesso com os adolescentes, pois nesta faixa etária muitos hábitos e comportamentos são ditados por cantores, bandas e grupos mundanos.

Como professor de adolescente, você já deve ter ouvido falar em Jonas BROTHERS, HIGH SCHOOL MUSICAL, HANNAH MONTANA, The Pussycat Dolls. Pesquise na internet a respeito desses grupos e esclareça seus alunos a respeito da origem desses grupos e da influência que exercem sobre o público.

Por exemplo: as PUSSYCAT DOLLS têm sua origem na prostituição; e suas músicas possuem um conteúdo antibíblico.

Já a estrela do High School Musical, que no filme aparece como uma doce menina, pura e de bom caráter, possui em seu currículo um escândalo com fotos inapropriadas veiculadas na internet. Além disso, numa entrevista ao jornal The Sun a atriz afirma que “ser uma mulher e poder mostrar um lado sexy te faz poderosa. Poder mostrar que você está confortável consigo mesma é bom. Eu sem dúvida posaria para uma revista sexy.”

Em seguida, explique que o cristão, como sal da terra e luz do mundo, é quem deve influenciar e não ser influenciado. Aproveite para reforçar os princípios e valores cristãos ensinados pela Bíblia Sagrada. Enfatize também que esse estilo de vida baseado na Palavra de Deus é uma forma de adoração ao Senhor.



Uma meditação para você


“Você já olhou para a sua classe de alunos, e perguntou a si mesmo o que faz bem a cada um deles? Que desafio! Se você pedir, Deus poderá lhe dar a visão e o discernimento para entender as personalidades deles, que estão sendo influenciadas por você e por aqueles que estão ao redor deles.

Como professor, a oportunidade de você influenciar os seus alunos é normalmente limitada a um curto ano. Mas mesmo neste curto período de tempo, Deus pode capacita-lo para canalizar a energia deles na direção correta, porque Ele tem uma grande visão para cada um. A visão Dele para os seus alunos é de ‘prosperidade e um futuro cheio de esperança’ (Jr 29.11 — NTLH). Os professores podem ser apenas uma pequena parte da equação, mas não subestime a maneira como Deus pode trabalhar por seu intermédio. A visão Dele é superior.

Assim, enquanto você começa a conhecer estes alunos difíceis ou desafiadores, ou os preparados, ou os superficiais, peça que Deus lhe dê a visão Dele. Nas Escrituras, muitas pessoas viam Davi somente como um humilde pastor, mas Deus e o profeta Samuel viam Davi como um rei!

Você pode ter alunos que sonham acordados; Deus pode os ter dotado de criatividade. Outros parecem não ter autoconfiança; Deus pode ter plantado neles sementes de verdadeira humildade. Outros, ainda, podem parecer teimosos ou obstinados; Deus pode estar desenvolvimento neles um caráter de persistência, para que sejam líderes políticos ou espirituais.

Como é estimulante quando Deus compartilha a visão que Ele tem para cada um! Faça a sua parte ajudando-os a crescer, para que se tornem homens e mulheres que tenham um caráter temente e obediente ao Senhor.”

Texto extraído do livro: Graça diária para professores. CPAD. p.226

Jesus: único, incomparável, maravilhoso

Jesus não pode ser comparado a nada, nem a ninguém! Ele é o Cristo, o Filho do Deus vivo – e por isso
vale a pena segui-lO e ser cristão! Vamos ler apenas alguns dos muitos textos da Bíblia sobre Jesus Cristo:

• Jesus “é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação; pois, nele, foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis...
Tudo foi criado por meio dele e para ele.
Ele é antes de todas as coisas. Nele tudo subsiste” (Colossenses 1.15-17).

 • “Pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz. Pelo que também Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai” (Filipenses 2.6-11).

No Evangelho de João encontramos uma série de testemunhos de Jesus sobre Si mesmo, por exemplo:

• “Eu sou o pão da vida; o que vem a mim jamais terá fome; e o que crê em mim jamais terá sede”
(João 6.35).

• “Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará nas trevas; pelo contrário, terá a luz da vida”
(João 8.12).

• “Eu sou a porta. Se alguém entrar por mim, será salvo; entrará, e sairá, e achará pastagem” (João 10.9).

• “Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a vida pelas ovelhas” (João 10.11).

• “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá” (João 11.25).

• “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim” (João 14.6).

• “Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o agricultor” (João 15.1).

segunda-feira, 5 de julho de 2010

3º - Tri-2010 - Juvenis - 1ª Lição 03/07


CONHECENDO A DEUS


TEXTO BÍBLICO

“nos quais o deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos, para que não lhes resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus”

2 Co 4.4



De acordo com o dicionário Aurélio Século XX, Deus tem as seguintes definições:

• Princípio supremo considerado pelas religiões como superior à natureza.

• Ser infinito, perfeito, criador do Universo.

• Nas religiões politeístas, divindade de personificação masculina, superior aos homens, e à qual se atribui influência especial, benéfica ou maléfica, nos destinos do Universo..

INTRODUÇÃO

Uma das maiores dificuldades do ser humano é a crença num Deus vivo que está presente em todos os momentos de nossas vidas e que está no controle de tudo.

Para que possamos realmente conhecê-lo é necessário que tenhamos fé e crer que realmente ele existe, pois se não abrirmos os nossos corações não poderemos aceitar as coisas espirituais por mais que nos pareça obvio.

1. Deus – Sua Natureza

Uma das melhores definições que encontramos está no Catecismo de WESTMINSTER. “Deus é Espírito, infinito, eterno e imutável em seu ser, sabedoria, poder, santidade, justiça, bondade e verdade.”

A melhor maneira que temos de estudar a sua natureza é analisando os seus nomes e atributos, ou qualidades ativas manifestas na bíblia.

1.1 Nomes:

a) Elohim – È o Deus Criador, na forma plural significa a plenitude e representa a trindade.

b) Jeová – (Senhor) tem sua origem no verbo SER e inclui os três tempos deste verbo (passado, presente e futuro).

c) El – (Deus) é usado em certas combinações: EL-ELYON (Gn 14.18-20); EL-SHADAI (Ex 6.3); EL-OLAM (Gn 21.33); etc.

d) Adonai – significa literalmente “Senhor” ou “Mestre” e dá a idéia de governo e domínio (Ex 23.17).





1.2 Alguns Atributos Ativos:

a) Onipresença – Deus é onipresente, isto é, ele está em todos os lugares ao mesmo tempo. Imensidade é a presença de Deus em relação ao espaço (Gn 28.15; Dt 4.39; Sl 139.7-12; At 7.48,49; Ef 1.23)

b) Onipotência – Deus é onipotente, ele tem total controle sobre todas as coisas e criaturas que existe, e faz tudo que esteja em acordo com sua natureza harmônica. (Gn 1.1; 17.1; Dt 3.24; 32.39; Mt 19.26; Ap 15.3; 19.6)

c) Onisciência – Deus é onisciente, por que conhece todas as coisas. O conhecimento de Deus é perfeito, ele não precisa expor, ou pesquisar as coisas, nem aprender gradualmente nada. (Rm 8.27,29; Hb 4.13; 1 Jo 3.20).

1.3 Alguns Atributos Morais:

a) Santidade – Deus é Santo. (Ex 15.11; Sl 5.4; 111.9; Lc 1.49). A santidade significa a sua absoluta pureza moral.

b) Justiça – Deus é Justo (Gn 18.25). A justiça é obediência a uma norma reta; é conduta reta em relação a outrem. É manifestada quando Ele livra o inocente e condena o ímpio e exige que se faça justiça.

c) Amor – Deus é amor. O amor é o atributo de Deus em razão pela qual ele deseja ter com aqueles que possuem a sua imagem e, especialmente, com aqueles que foram santificados em caráter, feitos a semelhança a Ele. (Dt 7.8; Ef 2.4)

2. O Trino de Deus - Trindade

As Escrituras ensinam que Deus é Um, e que além dele não existe outro Deus. Porém a unidade divina é uma Unidade Composta e que nesta unidade há três Pessoas distintas, cada uma independente da outra, porém juntas numa só (Gn 1.1). Os três cooperam unidos e num mesmo propósito, de maneira que no pleno sentido da palavra, são “um”. (Gn 1.26). O Pai cria, o Filho redime, e o Espírito Santo santifica.

A Trindade é uma comunhão eterna, mas a obra da redenção evocou a sua manifestação histórica. O filho entrou no mundo duma maneira nova ao tomar sobre si a natureza humana e lhe foi dado um novo nome, Jesus (Jo 1.1). O Espírito Santo entrou no mundo duma maneira nova, isto é, como o Espírito de Cristo incorporado na Igreja (At 1.8; 2.4).

2.1 A doutrina provada

a) No Antigo Testamento – O Antigo testamento não ensina clara e diretamente sobre a Trindade, e a razão é evidente. Num mundo onde o culto de muitos deuses era comum, tornava-se necessário acentuar esta verdade em Israel, a verdade que Deus é Um, e de que não havia outro além dele. Caso essa Doutrina foste explicada diretamente, poderia ter sido mal entendida e mal interpretada.





b) No Novo Testamento – Os cristãos primitivos mantinham como um dos fundamentos da fé o fato da unidade de Deus. Tanto ao Judeu como ao pagão podiam testificar: “Cremos em um só Deus.” Mas ao mesmo tempo eles tinham as claras palavras de Jesus para provar que ele arrogou a si uma posição e uma autoridade que seriam blasfêmia se não fosse ele Deus.

3º - Tri-2010 - Jovens e Adulto - 1ª Lição 03/07


A MENSAGEM DOS PROFETAS DO ANTIGO TESTAMENTO.
A mensagem dos profetas enfatiza três temas principais:
(1) A natureza de DEUS.
(a) Declaravam ser DEUS o Criador e Soberano onipotente do universo (e.g., 40.28), e o Senhor da história, pois leva os eventos a servirem aos seus supremos propósitos de salvação e juízo (cf. Is 44.28; 45.1; Am 5.27; Hc 1.6).
(b) Enfatizavam que DEUS é santo reto e justo, e não pode tolerar o pecado, iniqüidade e injustiça. Mas a sua santidade é temperada pela misericórdia. Ele é paciente e tardio em manifestar a sua ira. Sendo DEUS santo, em sua natureza, requer que seu povo seja consagrado e santo ao SENHOR (Zc 14.20; cf. Is 29.22-24; Jr 2.3). Como o DEUS que faz concerto, que entrou num relacionamento exclusivo com Israel, requer que seu povo obedeça aos seus mandamentos, como parte de um compromisso de relacionamento mútuo.
(2) O pecado e o arrependimento. Os profetas do AT compartilhavam da tristeza de DEUS diante da contínua desobediência, infidelidade, idolatria e imoralidade de seu povo segundo o concerto. E falavam palavras severas de justo juízo contra os transgressores. A mensagem dos profetas era idêntica a de João Batista e de CRISTO: “arrependei-vos, senão igualmente perecereis”. Prediziam juízos catastróficos, tal como a destruição de Samaria, pela Assíria (e.g. Os 5.8-12; 9.3-7; 10.6-15), e a de Jerusalém por Babilônia (e.g., Jr 19.7-15; 32.28-36; Ez 5.5-12; 21.2, 24-27).
(3) Predição e esperança messiânica.
(a) Embora o povo tenha sido globalmente infiel a DEUS e aos seus votos, segundo o concerto, os profetas jamais deixaram de enunciar-lhe mensagens de esperança. Sabiam que DEUS cumpriria os ditames do concerto e as promessas feitas a Abraão através de um remanescente fiel No fim, viria o Messias, e através dEle, DEUS haveria de ofertar a salvação a todos os povos.
(b) Os profetas colocavam-se entre o colapso espiritual de sua geração e a esperança da era messiânica. Eles tinham de falar a palavra de DEUS a um povo obstinado, que, inexoravelmente rejeitavam a sua mensagem (cf. Is 6.9-13). Os profetas eram tanto defensores do antigo concerto, quanto precursores do novo. Viviam no presente, mas com a alma voltada para o futuro.

PROFETAS E PROFECIAS
1- Profecia e Profeta:
A palavra profecia (oráculo):
Em Pv 30.1 segundo algumas versões, representa a palavra hebraica massa, que propriamente significa “oráculo”; e o nome profeta, em Is 30.10, representa a palavra hebraica chozeh, que propriamente significa “vidente”, e refere-se àqueles que vêem visões. Mas sempre, em qualquer outro lugar no A.T., a “profecia” é a tradução de nebu’a; e “profeta” a de nabi. Não é certa a significação original da raiz (NB). A raiz (NB) significa ferver em cachão, e nabi, portanto, supõe-se querer dizer aquele que ferve com a inspiração ou com a mensagem divina. Todavia, é mais provável que nabi esteja em conexão com uma raiz assíria ou árabe, que significa proferir, anunciar uma mensagem. Neste caso o nabi é considerado o orador, a quem foi confiada uma missão. Isto está em conformidade como que se lê em Êx 7.1: “Então disse o Senhor a Moisés: Vê que te constituí como deus sobre Faraó, e Arão, teu irmão, será teu profeta.” Por isso é provável que o nome “profeta”, como é empregado na Bíblia, signifique aquele que fala como acreditado mensageiro do Altíssimo DEUS. Deve-se observar que no termo, de que se trata, não há coisa alguma que implique previsão de acontecimentos. Pode um profeta predizer, ou não, o futuro segundo a mensagem que DEUS lhe der. Deste modo a palavra grega prophetes, que se acha na versão dos Setenta, e no NT, significa aquele que “expõe, fala sobre certo assunto”. Os substantivos abstratos nebu’a e propheteie (“profecia”) têm uma significação correspondente.
2- O estado dos profetas ao receberem a sua mensagem.
E importantíssima ter uma noção certa das condições espirituais do profeta, afim de que possamos penetrar os segredos da comunicação do homem com DEUS. A concepção pagã da profecia era a de uma condição absolutamente passiva no profeta, de modo que, quanto mais inconsciente se mostrava, mais apto estava para receber a mensagem divina. Alguma coisa deste gênero se pode ver na histeria do povo israelita. Aquelas danças sagradas dos profetas de Baal, durante as quais eles batiam em si furiosamente, cortando-se com canivetes, para que pudessem receber um sinal visível de aprovação divina, eram, na realidade, uma manifestação típica (1 Rs 18.26 a 28); e é provável que em tempos posteriores os falsos profetas tomassem disposições semelhantes, com o fim de provocarem em si próprios o estado de êxtase para as suas arengas. Mas a idéia pagã de profecia se apresenta dum modo muito claro em Balaão. A sua vontade e os seus próprios pensamentos são vencidos pela inspiração divina, proclamando ele a mensagem celestial, contrariamente aos seus particulares desejos (Nm 22 a 24).
No tempo de Samuel já se vê o principio de melhor sistema. Ele reunia em comunidades aqueles que parecia terem dons especiais da profecia, disciplinando-os, ensinando-lhes a música, e, segundo parece, ministrando-lhes conhecimentos da história e religião, para que pudessem estar nas melhores condições de receber as palavras de DEUS (1 Sm 10.10 a 13; 19.18 a 20). A respeito da música pode-se compreender que era para aquietar a alma, e prepará-la para as comunicações com DEUS (1 Sm 16. 14 a 23; 2 Rs 3.15). Quanto a serem estas escritas ou não pelo profeta, isso dependia do caráter particular de cada alocução.
Essas profecias, devemos dizê-lo, são inteiramente apostas ás produzidas no estado de mero êxtase. São escritas com grande escolha de palavras e frases, revelando a vida anterior dos profetas, os seus interesses e ocupações, e apresentando em vários graus a cultura e as circunstâncias do tempo em que cada profecia foi revelada. As profecias de Amós. de Miquéias, de Isaias, e de Jeremias, por exemplo, estão muito longe das de Balaão, tanto na visão espiritual como nos conscientes pensamentos e deliberado estudo. Os profetas tinham aprendido que DEUS Se servia das próprias faculdades e aptidões deles como instrumento das Suas revelações.
Na verdade, querendo formar a mais alta concepção do estado do profeta, na recepção das comunicações divinas, temos esse ideal em JESUS CRISTO, que estava em comunhão com o Seu Pai, e anunciava aos homens o que dele ouvia (Jo 8.26 a 40; 15.15; 17.8). Em JESUS não havia o estado de êxtase, mas manifestava-se uma clara comunicação espiritual, tendo a Sua alma um grandioso poder receptivo e ativo. Na proporção em que os profetas alcançavam este dom maravilhoso de profecia, podiam eles receber e transmitir perfeitamente a mensagem divina.
3- A função dos profetas.
Examinando as suas palavras num sentido mais lato, e tomando no seu todo a obra dos profetas, observamos que uma das suas mais importantes funções era a interpretação dos fatos passados e presentes. Estudando eles os acontecimentos na presença de DEUS, puderam vê-los na sua luz divina, e compreendê-los assim no seu verdadeiro aspecto e significação. Por isso os profetas não eram, realmente, historiadores (como o escritor dos livros dos Reis), mas foram algumas vezes políticos ativos bem como diretores religiosos. Entre estes podemos admitir não somente Isaias e Jeremias, mas também Eliseu, visto como este mandou um dos filhos dos profetas ungir Jeú, efetuando deste modo a destruição da dinastia de Onri, culpada de prestar culto a Baal (2 Rs 9). Além disso, o fato de eles perceberem a significação dos acontecimentos passados e presentes, habilitava-os a conhecer os resultados da vida pessoal e nacional, e a proclamar princípios que tinham um alcance muito mais largo, de muito maior extensão, do que o que eles podiam imaginar. E, deste modo, quando as mesmas forças operavam em tempos e lugares muitíssimo distantes dos contemplados pelos próprios profetas, as suas palavras de aviso e conforto achavam cumprimento, não talvez uma vez somente, mas em diversas ocasiões. E a este poder, inerente a uma previsão verdadeiramente inspirada, que Pedro provavelmente se refere, quando escreveu (2 Pe 1.20): “nenhuma profecia da Escritura é de particular elucidação”, querendo dizer que o seu significado e referência não devem limitar-se a qualquer acontecimento no tempo.
4- O valor das profecias:
a) Os sacerdotes tratavam de coisas rituais, ou melhor, das orações litúrgicas e dos cânticos sagrados. Nos profetas havia vistas mais largas, e uma realização mais completa da vontade de DEUS na vida diária, tanto particular como nacional. Se quisermos, talvez, dizer em poucas palavras qual o efeito dos ensinamentos dos profetas sobre os seus contemporâneos, quer se trate de pessoas, quer de nações, afirmaremos que era a esperança o forte sentimento que consolava a alma israelita, apesar dum passado manchado pelo pecado, e dum presente sob a ameaça do castigo. Todavia, superior a tudo, estava DEUS realizando o Seu plano de misericórdia e bênçãos. Nenhuma religião, fora do Judaísmo, podia mostrar nos seus ensinamentos tais princípios de consoladora expectativa. E eis aqui um dos grandes segredos que explicam o grande êxito que só a religião de Israel alcançou.
b) Se os contemporâneos dos profetas muito ganharam, ou estiveram na situação de ganhar com a obra dos profetas, maior proveito disso devemos nos ainda tirar. Porquanto estamos agora preparados para ver bem o efeito das suas doutrinas e predições, e considerar as verdades eternas, em que eles depositavam completa confiança. Dum modo particular, certamente, podemos apreciar até certo grau as suas exposições acerca do grande Personagem, por meio do qual havia de vir a redenção de Israel. Não é o nosso fim neste artigo enumerar as várias profecias com relação a CRISTO. A maioria delas é bem conhecida. Basta dizer-se que, embora os profetas não alcançassem bem o inteiro sentido das suas próprias palavras, esperavam, contudo, um Ente que havia de ser idealmente perfeito, na sua qualidade de Rei para governar, de Profeta para ensinar, e de Sacerdote para reconciliar; que havia de ser homem, e mais do que homem, pois seria Ele mesmo DEUS; e que havia de sofrer até á morte, reinando, contudo, para sempre na Glória.
5- Profecia e profetas do Novo Testamento:
Houve uma pausa: por espaço de trezentos anos não tinha DEUS falado aos homens. Mas no fim desse tempo, João, filho de Zacarias, cognominado o Batista, que foi “profeta”, e “mais de que profeta” (Mt 11.9), apareceu, revelando às multidões a vontade de DEUS a respeito delas, e dizendo-lhes que estava chegado o tempo em que as profecias sobre a vinda do Libertador deviam ser cumpridas. E chegou esse tempo do Profeta ideal, em quem tiveram realização, no maior grau. as palavras de Moisés (Dt 18.18; At 3.22), revelando Ele nos Seus atos e palavras o ESPÍRITO do Pai celestial. E compreende-se que a atividade profética não tivesse a sua paragem em JESUS CRISTO, continuando duma maneira nova, depois que o ESPÍRITO SANTO foi derramado no dia de Pentecoste. Então, as palavras de Joel receberam parte do seu cumprimento: “vossos filhos e as vossas filhas profetizarão” (Jl 2.28; At 2.17); e mais uma vez se acostumaram os crentes a ouvir os profetas, que se lhes dirigiam em nome do Senhor. Entre estes são mencionados: Ágabo e outros, vindos de Jerusalém (At 11.27,28; 21.10); profetas em Antioquia (At 13.1); Judas e Silas (At 15.32); as quatro filhas de Filipe, o evangelista (At 21.9). Paulo também se refere a profetas cristãos em 1 Co 12.28 e seguintes: 14.29,32,37; Ef 3.5 e 4.11, compreendendo nós, por essas passagens, que esses obreiros, tomando parte proeminente nas reuniões cristãs, nos cultos, eram algumas vezes inclinados a pensar que não podiam restringir o ímpeto da fala. O autor do Apocalipse também se refere freqüentes vezes aos profetas cristãos, que são considerados como seus irmãos (Ap 22.9; vede também 10.7; 11.10-18; 16.6; 18.20-24; 22.6).

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