segunda-feira, 5 de julho de 2010

3º - Tri-2010 - Juvenis - 1ª Lição 03/07


CONHECENDO A DEUS


TEXTO BÍBLICO

“nos quais o deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos, para que não lhes resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus”

2 Co 4.4



De acordo com o dicionário Aurélio Século XX, Deus tem as seguintes definições:

• Princípio supremo considerado pelas religiões como superior à natureza.

• Ser infinito, perfeito, criador do Universo.

• Nas religiões politeístas, divindade de personificação masculina, superior aos homens, e à qual se atribui influência especial, benéfica ou maléfica, nos destinos do Universo..

INTRODUÇÃO

Uma das maiores dificuldades do ser humano é a crença num Deus vivo que está presente em todos os momentos de nossas vidas e que está no controle de tudo.

Para que possamos realmente conhecê-lo é necessário que tenhamos fé e crer que realmente ele existe, pois se não abrirmos os nossos corações não poderemos aceitar as coisas espirituais por mais que nos pareça obvio.

1. Deus – Sua Natureza

Uma das melhores definições que encontramos está no Catecismo de WESTMINSTER. “Deus é Espírito, infinito, eterno e imutável em seu ser, sabedoria, poder, santidade, justiça, bondade e verdade.”

A melhor maneira que temos de estudar a sua natureza é analisando os seus nomes e atributos, ou qualidades ativas manifestas na bíblia.

1.1 Nomes:

a) Elohim – È o Deus Criador, na forma plural significa a plenitude e representa a trindade.

b) Jeová – (Senhor) tem sua origem no verbo SER e inclui os três tempos deste verbo (passado, presente e futuro).

c) El – (Deus) é usado em certas combinações: EL-ELYON (Gn 14.18-20); EL-SHADAI (Ex 6.3); EL-OLAM (Gn 21.33); etc.

d) Adonai – significa literalmente “Senhor” ou “Mestre” e dá a idéia de governo e domínio (Ex 23.17).





1.2 Alguns Atributos Ativos:

a) Onipresença – Deus é onipresente, isto é, ele está em todos os lugares ao mesmo tempo. Imensidade é a presença de Deus em relação ao espaço (Gn 28.15; Dt 4.39; Sl 139.7-12; At 7.48,49; Ef 1.23)

b) Onipotência – Deus é onipotente, ele tem total controle sobre todas as coisas e criaturas que existe, e faz tudo que esteja em acordo com sua natureza harmônica. (Gn 1.1; 17.1; Dt 3.24; 32.39; Mt 19.26; Ap 15.3; 19.6)

c) Onisciência – Deus é onisciente, por que conhece todas as coisas. O conhecimento de Deus é perfeito, ele não precisa expor, ou pesquisar as coisas, nem aprender gradualmente nada. (Rm 8.27,29; Hb 4.13; 1 Jo 3.20).

1.3 Alguns Atributos Morais:

a) Santidade – Deus é Santo. (Ex 15.11; Sl 5.4; 111.9; Lc 1.49). A santidade significa a sua absoluta pureza moral.

b) Justiça – Deus é Justo (Gn 18.25). A justiça é obediência a uma norma reta; é conduta reta em relação a outrem. É manifestada quando Ele livra o inocente e condena o ímpio e exige que se faça justiça.

c) Amor – Deus é amor. O amor é o atributo de Deus em razão pela qual ele deseja ter com aqueles que possuem a sua imagem e, especialmente, com aqueles que foram santificados em caráter, feitos a semelhança a Ele. (Dt 7.8; Ef 2.4)

2. O Trino de Deus - Trindade

As Escrituras ensinam que Deus é Um, e que além dele não existe outro Deus. Porém a unidade divina é uma Unidade Composta e que nesta unidade há três Pessoas distintas, cada uma independente da outra, porém juntas numa só (Gn 1.1). Os três cooperam unidos e num mesmo propósito, de maneira que no pleno sentido da palavra, são “um”. (Gn 1.26). O Pai cria, o Filho redime, e o Espírito Santo santifica.

A Trindade é uma comunhão eterna, mas a obra da redenção evocou a sua manifestação histórica. O filho entrou no mundo duma maneira nova ao tomar sobre si a natureza humana e lhe foi dado um novo nome, Jesus (Jo 1.1). O Espírito Santo entrou no mundo duma maneira nova, isto é, como o Espírito de Cristo incorporado na Igreja (At 1.8; 2.4).

2.1 A doutrina provada

a) No Antigo Testamento – O Antigo testamento não ensina clara e diretamente sobre a Trindade, e a razão é evidente. Num mundo onde o culto de muitos deuses era comum, tornava-se necessário acentuar esta verdade em Israel, a verdade que Deus é Um, e de que não havia outro além dele. Caso essa Doutrina foste explicada diretamente, poderia ter sido mal entendida e mal interpretada.





b) No Novo Testamento – Os cristãos primitivos mantinham como um dos fundamentos da fé o fato da unidade de Deus. Tanto ao Judeu como ao pagão podiam testificar: “Cremos em um só Deus.” Mas ao mesmo tempo eles tinham as claras palavras de Jesus para provar que ele arrogou a si uma posição e uma autoridade que seriam blasfêmia se não fosse ele Deus.

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