sexta-feira, 8 de outubro de 2010

4º Tri - 2010 - Lição - 02 Jovens e Adultos




Lição 02
A Oração no Antigo Testamento

Leitura bíblica 1 Reis 18.31-39

Nesta lição vamos analisar a oração no A.T.
No decorrer deste trimestre perceberemos que Deus sempre gostou de manter uma comunicação completa com seus filhos e servos. Desde a queda do homem essa comunicação tornou-se um tanto problemática para nós, pelo fato de acharmos que Deus pode não estar nos ouvindo. Embora seja em parte verdade, temos que ter em mente que Deus sonda nossos corações, então, antes mesmo de falarmos nossas orações ele já sabe o que vamos falar. O importante é manter-se em paz com Deus, sempre com humildade nas suas petições, ajudando o próximo nas nossas orações e seguindo os exemplos daqueles que são referências para nossas vidas, como Moisés, Daniel, Elias, Eliseu, Salomão e tantos outros do Antigo Testamento.

# A Oração Veterotestamentária

O Antigo Testamento representa o “aio” responsável que guia o povo israelita ao relacionamento perfeito com Deus. Até a formação desse povo, o “Eu Sou” se revela especialmente à sua criatura com o objetivo em designar seu propósito de relacionamento com a vida humana. Esse contexto se configura com Adão, onde o primeiro registro de comunicação entre ele e Deus aparece no texto veterotestamentário (Gn 1.28). Porém, o Texto Sagrado silencia acerca de qualquer oração feita por Adão e Eva. Mas, com o nascimento do filho de Sete (filho de Adão e Eva), Enos, começou-se “a invocar o nome do Senhor” (Gn 4.26).
No desenvolvimento da nação de Israel averiguamos, em termos de oração, a coragem e a persistência de Abraão em implorar pela cidade de Sodoma, manifestando a existência de justos que poderiam poupar a cidade (Gn 18.22-33). A luta de Jacó com o anjo denota a experiência perpetrada por uma longa oração no Antigo Testamento (Gn 32.24-32). E o grande diálogo de Moisés com o Criador, ao ponto de pedir que o seu nome fosse riscado do Livro da Vida se Deus não perdoasse aqueles que adoravam o Bezerro de ouro (Ex 32.31ss).
Esse contexto denota que o exercício da prática de oração feito por esses personagens centrais, não exigia uma postura para tal. Ou seja, a oração poderia ser feita em pé (1 Sm 1.26), em certas ocasiões ajoelhadas (1 Rs 8.54) ou prostradas (1 Rs 18.42) com as mãos estendidas (1 Rs 8.22,54) ou levantadas (Sl 63.4).
Inicialmente as orações eram feitas de frente para o Templo porque era o lugar onde Deus havia dito que estaria (1 Rs 8.29,30). Após a destruição do Templo ás orações eram feitas em direção a Jerusalém (Dn 6.10).
A oração de Salomão, entretanto, reconhece que “os céus e até o céu dos céus te não poderiam conter, quanto menos esta casa que eu tenho edificado” (1 Rs 8.27). Portanto, o desenvolvimento da oração veterotestamentária denota que a postura, o local onde a oração era feita, e as necessidades pelas quais se faziam as súplicas, não representavam a principal preocupação dos autores hebreus.

#   Texto extraído: BRANDT, Robert L.; BICKET, Zenas J. Teologia Bíblica da Oração. 4. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2007, p. 39.

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