sexta-feira, 3 de setembro de 2010

3º - Tri-2010 - Juvenis - 10ª Lição

Lição 10

A Igreja de Cristo

Texto Bíblico: Mateus 16.18; 1 Pedro 2.4-10

A palavra “igreja” traduz o vocábulo grego ekklesia, que se deriva de ek, “para fora”, e de kaleo, “chamar”. Entretanto, na Bíblia, é usada para indicar qualquer assembleia. O uso, e não a derivação, lhe determina o sentido. O uso bíblico mostra que se havia perdido o sentido de “chamados”. “Assembleia” é a melhor tradução. Ekklesia era comumente usada no Oriente Próximo e Médio antigos para descrever uma assembleia de cidadãos - uma reunião oficial ou um ajuntamento precipitado, como o de uma turba (At 19.32,39,41). Na versão grega da Septuaginta (Antigo Testamento), a palavra grega foi usada para indicar a assembleia ou congregação de Israel, particularmente quando o povo estava reunido perante o Senhor, nas ocasiões religiosas (por exemplo, Dt 9.10; 18.16; 23.1,3). Nos tempos do Novo Testamento, entretanto, os judeus preferiam o termo “sinagoga” para designar tanto o edifício quanto a congregação que nele se reunia. Por conseguinte, para distinguirem-se dos judeus e se declararem o verdadeiro povo de Deus, tanto Jesus quanto os primitivos cristãos usavam o termo ekklesia.

A Igreja é, portanto, a família espiritual de Deus, uma comunidade criada pelo Espírito Santo, baseada na obra expiatória de Cristo.

Texto extraído da obra: Doutrinas Bíblicas, Os Fundamentos da Fé. Rio de Janairo, CPAD.


A MAIS PODEROSA FORCA SOBRE A FACE DA TERRA


Aqui vamos ver a Igreja, não a igreja como ela é freqüentemente conhecida, mas como originalmente foi e pode ser — sim, tem que ser — novamente. A palavra "igreja" traz à tona imagens muito diferentes. Para alguns, a igreja não é nada mais que um esnobe clube de campo religioso, com rituais tradicionais tão sagrados como os de uma tradicional caça à raposa. Para outros, a igreja é um grupo de ação política, um bloco de pressão de fazedores do bem, batalhando contra os males da sociedade. Alguns vêem a igreja como uma espécie de sala de espera, não-segregada racialmente, destinada a pessoas que estão esperando o próximo ônibus para o céu. Alguns a vêem como um tipo de sobremesa especial para regime, para aqueles que desejam algo de bonitinho, que não prejudique a sua imagem junto ao público. Outros pensam dela como se fosse uma reunião comum de fanáticos religiosos, gozando seu transe de fim-de-semana. Para muitos a igreja é uma espécie de tábua de salvação no jogo da vida ou uma democracia religiosa, que quer legislar sobre moral para o resto do mundo.

Sejamos bem honestos em admitir que a igreja tem sido todas estas coisas, em muitos lugares e ocasiões. Tem justificado amplamente todas as amargas acusações contra ela levantadas. Apesar de suas numerosas fraquezas e de seus trágicos pecados, a igreja tem sido através de todos os séculos, desde c seu início, a mais poderosa força em prol do bem sobre a face da terra. Tem sido uma luz no meio da escuridão tão densa, que pode ser sentida. Ela tem sido sal dentro da sociedade, retardando o alastramento da corrupção moral e dando tempero e sabor à vida humana.

Como pode ser isto? Como é que a mesma instituição pode ser, a uma só vez, uma fonte de mágoas, desilusão e desespero para muitos, e uma fonte de alegria, vida e conforto sem fim para tantos outros? A resposta que a Bíblia nos dá é que aquilo que chamamos de igreja, na realidade, são duas igrejas. Ambas são religiosas, mas uma é egoísta, ávida de poder, cruel e diabólica. A outra é forte e divina, que ama e perdoa. Uma fomentou o ódio e levou a sociedade a conflitos sangrentos contínuos, tudo em nome de Deus e da religião. A outra tem curado males humanos, quebrado barreiras raciais e de classes e livrado homens e mulheres, em todos os lugares, do medo, da culpa, da vergonha e da ignorância. A última é a igreja verdadeira, iniciada por Jesus Cristo; é ela que manifesta um cristianismo autêntico. A outra é uma igreja falsa, uma organização satânica, um simulacro de cristianismo.

Foi o próprio Jesus que predisse esse estado de coisas. Em Mateus 13, numa série impressionante de parábolas em que descreveu as condições que prevaleceriam no período entre sua primeira e segunda vindas (a época em que vivemos), ele conta uma, que é freqüentemente chamada de parábola do trigo e do joio. Ali ele diz que, sendo o Filho do Homem, semearia trigo (cristãos verdadeiros, que chamou de filhos do reino) no campo do mundo. Mas enquanto os homens não se dessem conta, o diabo viria, a semear o joio (falsos cristãos, chamados de filhos do maligno) no meio do trigo. Ambos cresceriam juntos, sem que se os pudesse distinguir, de início. Mas logo os homens notariam a incongruência do joio com o trigo e viriam a perguntar se não deveriam arrancar o joio. Sua resposta foi clara e simplesmente: Não! Se se tentasse isso, explicou ele, o trigo seria destruído junto com o joio. "Deixai-os crescer juntos até a colheita" (Mateus 13:30).

Texto extraído da obra: Igreja - Corpo vivo de Cristo - Ray C. Stedman.






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