sexta-feira, 3 de setembro de 2010

3º - Tri-2010 - Jovens e Adulto - 10ª Lição

Lição 10

O Ministério Profético em o Novo Testamento

Leitura Bíblica em Classe 1 Coríntios 2.9-13
A Profecia no Novo Testamento


A profecia no Novo Testamento tem um caráter diferente. Não há apenas um ou dois profetas para uma nação, mas o dom de profecia, o ministério profético e a palavra do Senhor estão difusos e distribuídos por todo o corpo de Cristo. Creio que há pessoas com dons proféticos localizadas na maioria das cidades da terra, onde a igreja está estabelecida. Podem ser imaturas, mas provavelmente estão presentes.

Na Nova Aliança, geralmente não vemos profetas sozinhos no deserto. O ministério profético é uma parte vital do corpo de Cristo como um todo. Os profetas desempenham seu papel ao se envolver com a igreja local, e não por se isolarem. A igreja se torna evangelística por meio de seus evangelistas, compassiva por meio de seus pastores, serva por meio de seus diáconos e profética por meio de seus profetas. Os profetas servem dentro do contexto da igreja para ajudá-la a cumprir sua missão. São uma das juntas que auxiliam a igreja (Ef 4.16), capacitando-a para ser a voz profética na terra. Mas o fato de ter evangelistas, pastores e diáconos, chamados e ordenados em suas funções, não implica que cada crente individual não possa compartilhar o evangelho, cuidar de outros e servir a igreja e o mundo. Da mesma maneira, a palavra profética pode ser proclamada por cada cristão, não apenas por aqueles separados por Deus para serem profetas.

No Novo Testamento, o ministério profético é direcionado menos a líderes nacionais e mais para a igreja. No Antigo Testamento, os profetas freqüentemente, embora nem sempre, traziam julgamento. A profecia hoje é primordialmente para a edificação, exortação e conforto (1 Co 14.3). Embora a profecia neotestamentária venha, muitas vezes, por meio de sonhos, visões e a voz audível de Deus, grande parte da revelação profética pode ser muito mais sutil. A forma mais comum é pelas impressões do Espírito Santo – a voz tranqüila e suave, podemos dizer – em contraste com a voz audível e inconfundível de Deus.

A profecia do Novo Testamento é diferente porque agora temos uma Nova Aliança, em que o Espírito Santo habita em cada crente, e na qual Deus planejou que a plena expressão de seus propósitos fosse revelada por meio da igreja local. Embora o ofício de profeta no Antigo Testamento fosse mais elevado em muitos sentidos, o dom neotestamentário de profecia é um dom melhor, baseado numa aliança melhor, porque todos têm o potencial de profetizar (1 Co 14.3). O profeta solitário é um fenômeno mais raro, porque o Espírito Santo envolve toda a igreja no processo de dar e receber a palavra profética.

Esta é outra grande diferença entre os profetas do Antigo e do Novo Testamentos. Os profetas do Antigo Testamento recebiam revelação direta e inconfundível e, por isso, tinham 100% de acertos. Não havia necessidade de que outros julgassem a palavra que recebiam. A única maneira de falharem era quando mudavam descaradamente o que Deus lhes havia dito ou quando deliberadamente inventavam uma profecia falsa. Conseqüentemente, a sentença divina sobre falsos profetas no Antigo Testamento era apedrejamento até a morte.

Texto extraído da obra: Descobrindo o dom profético - Mike Bickle



A PROFECIA EM JESUS CRISTO

O termo “profeta” deriva-se do termo grego prophetes, “alguém que anuncia”. O Antigo Testamento, mais frequentemente traduz o termo hebraico naui’, que vem de uma antiga palavra que significa “aquele que fala”. Tornou-se um termo técnico que indica alguém que fala por Deus (ou por um deus ou deusa: o falso deus Baal tinha seus profetas, bem como sua consorte, Aserá, 1 Rs 18.19). Envolve noções de proclamação, pregação e informação. O trecho de Isaías 42.1-7 fala de Cristo como o Servo ungido que iluminaria as nações, ao passo que Isaías 11.2 e 61.1 falam do Espírito do Senhor, que sobre Ele repousaria. O Novo Testamento retrata Jesus como um “pregador” e “mestre” (no grego, didaskalos, termo usualmente traduzido por “mestre”, no sentido de mestre-escola), bem como “aquEle que cura” (Mt 9.35). Ele anunciou a salvação aos pobres (Lc 4.18,19). Nos tempos bíblicos, o termo “profeta” não incluía necessariamente a capacidade de olhar para o futuro. Os profetas eram apenas aqueles que falavam por Deus, e se houvesse predição do futuro, seria Deus, e não o profeta, que via o futuro e o revelava. O profeta era apenas boca usada por Deus. Os profetas também eram chamados videntes, porque Deus lhes permitia enxergar a mensagem, algumas vezes em suas mentes, outras, em sonhos e visões.

Jesus, entretanto, cumpriu o ministério de profeta no sentido mais elevado. Ele disse: “... a palavra que ouviste não é minha, mas do Pai que me enviou” (Jo 14.24). Particularmente no ano do encerramento de seu ministério público, Jesus muito ensinou a seus discípulos sobre os eventos que ainda aconteceriam. Capítulos inteiros de discurso nos evangelhos - Mateus 24, por exemplo -, são compostos por profecias futuristas [grifo nosso]. É claro que Jesus cumpriu o ofício de profeta. Nos primeiros dias de seu ministério, chegou proclamando o que os profetas do Antigo Testamento haviam previsto que se cumpriria nEle (Lc 4.16-21). O Reino já estava próximo, na sua pessoa e ministério (Mt 4.17). Sua mensagem profética vinculava-se a uma chamada ao arrependimento, e, tal como se dava no Antigo Testamento, essa convocação fluía de um coração repleto de amor pelas pessoas e desejo de ver as bênçãos celestiais sobre elas.



Texto extraído da obra: Doutrinas Bíblicas, Os Fundamentos da Nossa Fé. Rio de Janeiro, CPAD.

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