sábado, 11 de setembro de 2010

3º - Tri-2010 - Jovens e Adulto - 11ª Lição

LIÇÃO 11
O Dom Ministerial de Profeta e o Dom de Profecia

Leitura Bíblica em Classe
Efésios 4.11-14; 1 Coríntios 14.3

A lição desta semana tratará sobre um tema que versa a respeito da distinção entre dois importantes instrumentos de Deus para a “edificação” e a “unidade da fé” da Igreja de Cristo: o Dom de Profecia e o Dom Ministerial de Profeta.
 
DIVERSIDADE E EQUILÍBRIO

 Um dos aspectos mais fascinantes relativos aos dons do minis­tério é sua diversidade.
1.  Apóstolos: O ofício de apóstolo parece englobar quase todo tipo de ministério.
2.  Profetas: O ministério do profeta é inspiracional. Ele fala por inspiração e revelação direta de Deus.
3.  Evangelistas: O evangelista tem um comissionamento direto do Senhor para PREGAR a Palavra para a salvação das almas.
4.  Pastores: São aqueles que pastoreiam as ovelhas de Deus.
5.  Mestres: Aqueles que ocupam o ofício de mestre, ensinam a Palavra, não por habilidade natural, mas pela capacitação (habilidade) divina do Espírito Santo.

Esses dons do ministério foram dados à igreja para que houves­se um equilíbrio na mesma.
1.  Observe o quão esplendidamente os dons do ministério eram balanceados no grande centro missionário da igreja de Antioquia(At 13.1).
2.   A questão do equilíbrio dos dons ministeriais no Corpo de Cristo é de vital importância para ser eficaz.
3.  Só um ofício de dom ministerial não pode esperar ser capaz de ministrar eficientemente a todas as necessidades de todo o Corpo de Cristo.
4.  No lado oposto, estão aqueles que pensam que um ministro não tem um ministério válido, a menos que ministre na maior parte pelas manifestações dos dons do Espírito, em vez de j ensinar ou pregar a Palavra.

Devemos estimar todos os dons do ministério que Jesus colocou na igreja, e perceber que cada um deles é essencial para o amadurecimento completo da igreja.
1.  Não é raro ouvirmos os mestres depreciarem os evangelistas, chamando-os de superficiais e sensacionalistas.
2.  Os evangelistas, às vezes, estigmatizam os mestres, chaman­do-os de secos e prolixos.
3.  Os evangelistas e os mestres freqüentemente unem-se para chamarem os profetas de fanáticos e extremistas.
4.  Todas essas atitudes são erradas.
5.  Pode haver extremos em toda a utilização dos dons ministe­riais. Ainda assim não devemos reprimir o dom de Deus, pois podemos sufocar o Espírito de Deus.

O plano de Deus é que cada ministério que Ele colocou na igreja corrija e complemente os outros, fazendo com que haja o equilíbrio necessário.
1.  O profeta é para inspirar o mestre.
2.  O mestre é para equilibrar o profeta.
3.  O evangelista é para nos lembrar continuamente acerca do mundo perdido e morto espiritualmente e de sua necessidade do Evangelho.
4.  O pastor é para nos mostrar que as vidas ainda precisam de muito cuidado depois de serem salvas.
5.  O apóstolo é para inspirar e abrir espaços para novas con­quistas para Cristo e para a igreja.

O propósito dos dons do ministério é a unidade, e não a divisão.
Em Efésios 4.13 lemos: "até que todos cheguemos à unidade", e não, "até que todos sejamos divididos em facções estilhaça­das".

Uma pessoa pode operar em mais de um ofício; nós os separa­mos para melhor defini-los.

Texto extraído da obra: Os dons do ministério - Kenneth E. Hagin.



O que é Dom?

Para iniciar o desdobramento da distinção entre Dom de Profecia e Ministério de Profeta, precisamos conceituar biblicamente o termo Dom. A palavra, de acordo com a raiz hebraica nathan e a grega dosis (derivado do verbo didomi), estabelece um significado de dar (ou dotes) no contexto veterotestamentário; e um sentido ativo de “dar” ou um sentido passivo de “dádiva” num contexto neotestamentário; respectivamente (2 Cr 9.15; Jo 3.16).
Particularizando a análise do termo “Dom” na categoria dos “Dons Espirituais”, é factível que três palavras gregas apareçam em 1 Co 12 – 14: “ta pneumatika” (12.1); “ta pneumata” (14.12); “ta charismata” (12.4,9,28,30,31). Esses termos significam, respectivamente, “dons, poderes e manifestações espirituais”; “manifestações do Espírito”; “dons da graça ou dons carismáticos (carismas)”.

Dom de Profecia
O Dom de Profecia, analisado a partir das conceituações citadas acima e de acordo com 1 Co 12.4-27, é um dom ou manifestação espiritual (carismática) que dá a capacidade transcedental ao crente para desempenhar uma função útil no “Corpo de Cristo”. Esse dom não pode ser confundido com os dons ministeriais (conforme os de Efésios 4.11) e, muito menos, com as posições espirituais da igreja primitiva (como Presbíteros [ou Bispos, Pastores] e Diáconos), porém, ambos [os dons] servem para edificar a Igreja e denotar o seu caráter de Unidade, diversidade, distribuitivo, ordeiro, motivador, permanente e valoroso no exercício do uso adequado dos Dons.

Dom Ministerial de Profeta

Em primeiro lugar é importante estabelecer que o Dom Ministerial de Profeta em Efésios 4.11 está enquadrado na categoria do ministério de ensinamento. Espera-se que os Apóstolos, os Profetas, os Evangelistas, os Pastores e Doutores, exerçam suas funções com o objetivo de construir alicerces estruturados para que “cheguemos à unidade da fé e ao conhecimento do Filho de Deus”. As expressões “unidade da fé” e “conhecimento do Filho de Deus” deixam patente a função essencial dos cincos ministérios descritos em Efésios: o crescimento, através de o ensinamento sadio e estrutural, do Corpo de Cristo.
A manifestação singular de cada ministério revela a autenticidade dos instrumentos autênticos, e diversos, que Cristo concedeu, segundo, a sua Graça e Soberania ministrada à Igreja.
 O teólogo norteamericano e especializado em o Novo Testamento, Dr. Darrell L. Bock, analisando a Teologia das epístolas do apóstolo Paulo escritas na prisão, descreve precisamente o processo evolutivo do ministério de ensino na Igreja Primitiva:

   A diversidade de funções de ensino (apóstolo, profeta, evangelistas, pastores e doutores) existe para preparar os santos para o ministério. O ensino de Paulo de [Efésios] 4.11-16 é fundamental para sua filosofia da forma como o ministério da igreja deve ser e de como deve crescer. O ensino prepara todos os santos para ministrar. Depois, os santos preparados exercem seus dons em trabalhos de ministério que produzem o crescimento da igreja. O objetivo é atingir a unidade da fé“.

Considerada as questões acima, podemos estabelecer que a função do profeta na Igreja Antiga era:
  • Proclamar e interpretar, irresistivelmente cheio do Espírito Santo, a Palavra de Deus, sendo ele [o profeta] divinamente vocacionado para, através de sua mensagem, admoestar, exortar, animar, consolar e edificar (At 2.14-36; 3.12-26; 1 Co 12.10; 14.3);
  • Exercer o dom de profecia, esporadicamente considerado vidente por predizer o futuro (1 Cr 29.29 cf. At 11.28; 21.10,11);
  • Proclamar a justiça, o juízo vidouro, desmascarar o Pecado;

No contexto hodierno onde a corrupção, iniqüidade, a apostasia e mornidão prevalecem, em vários setores eclesiásticos, o profeta pode esperar ser rejeitado por muitos nas igrejas. O teólogo Donald Stamps, sobre a relevância do ministério do profeta hoje, afirma:

Os profetas continuam sendo imprescindíveis ao propósito de Deus para a igreja. A igreja que rejeitar os profetas de Deus caminhará para a decadência, desviando-se para o mundanismo e o liberalismo quanto aos ensinos da Bíblia (1 Co 14.3 cf. Mt 23.31-38).  Se ao profeta não for permitido trazer a mensagem de repreensão e de advertência denunciando o pecado e a injustiça, então a igreja já não será o lugar onde se possa ouvir a voz do Espírito. A política eclesiástica e a direção humana tomarão o lugar do Espírito (2 Tm 3.1-9; 4.3-5; 2Pe 2.1-3, 12-22).

Quem tem ouvidos para ouvir, ouça! 

Texto extraído da obra: A Doutrina do Espírito Santo no AT e no NT, Stanley Horton, CPAD.

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